segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Um Aventura na Turquia [preview]




Sou-vos sincero: nunca sequer coloquei a Turquia como um dos países a visitar na minha lista de viagens. Mas damn it, estou perto e tenho lá vários amigos, portanto: why not? E este pensamento tem vindo a estender-se à Rússia e à Ucrânia, por exemplo (sendo que para essas aventuras, tenho que tirar um passaporte primeiro).

E esta conversa porquê? Ora bem, estou prestes a embarcar para Istanbul e não posso negar que estou deveras ansioso. As expectativas são muito altas, tendo em conta tudo o que li e ouvi sobre a "cidade" (para mim é mais como um país, mas okay).


Portanto, let's see. Vou na certeza que serei visto como um gajo de lá: barba grande, tom de pele mais escuro e aspeto árabe. Só me faltará saber falar turco (só sei mesmo asneiras...). Entretanto, espero encontrar por lá o Tacuara para lhe pedir uma t-shirt porra! :)

domingo, 4 de outubro de 2015

Bucharest Half Marathon 2015

Um dia decidi que ia correr uma meia maratona (uma maratona também, mas essa exigirá preparação). Em que dia? No dia em que a minha empresa me disse que pagava a inscrição na meia maratona de Bucareste! :)



Já agora, estão a ver aquela área bem delineada na parte de baixo do mapa? Aquilo é nada mais nada menos que a área onde se localiza o 2º maior edifício do mundo. Filhos da mãe fizeram-me dar quase duas voltas a isto, perfazendo assim uma boa parte dos 21.0975 km que corri.



 Quanto à corrida em si, não tinha sequer definido bem os objetivos. Chegar ao fim era uma obrigatoriedade, sendo que em termos de tempos apenas sabia aquilo que a organização indicou: tinha que terminar em menos de 3 horas.



Portanto comecei a correr, ultrapassando algumas centenas (ya, centenas!) de corredores nos primeiros quilómetros. Dada a densidade de pessoas, fiz ultrapassagens pela direita, pela esquerda, pelo passeios e pela relva da berma. Quando cheguei à placa que sinalizava o 12º km decidi verificar o meu tempo até então (estava a usar uma aplicação no telemóvel). Ora bem, exatamente uma hora, ou seja, estava a correr a uma média de 5min/km.



Era um tempo bem melhor que aquele que eu suponha ter, o que me fez ganhar ânimo para o que faltava do trajeto (isso e as várias raparigas a baterem palmas e a gritarem "ÉS O MAIOR!" [não era isto que elas estavam a gritar, mas teria sido motivador]).



Lá continuei, até que chegou o km 15, damn! A aproximação ao Parlamento (o tal grande edifício) acontecia, no entanto ainda tinha mais de 6 km pela frente. Para ainda dificultar mais as coisas, deu-se a passagem pela meta (uma primeira passagem) e começou uma volta ao raio do edifício, com uma subida ligeira.



Nessa altura, e no último ponto de apoio, decidi tirar um copo de água e um pouco de banana. Foi como um novo fôlego para a parte mais difícil: a aproximação do final.



No início, quando comecei a correr, o cronómetro da linha de partida marcava pouco mais de 5min (a contagem individual foi feita através de chips). E quando me aproximei, agora para a chegada, atentei no facto de o cronómetro marcar pouco mais de 1h55. Atentando nos resultados oficiais acima: 1:51:38.



Portanto, depois de um ano a ter hábitos alimentares pouco saudáveis, sem preparação física e com sapatilhas que nem sequer são apropriadas para correr (tenho as plantas dos pés todas lixadas, para além do resto do corpo), acabei por concluir a minha primeira meia maratona em menos de 2 horas, acabando num honroso ### lugar entre ### participantes que chegaram ao fim.

sábado, 3 de outubro de 2015

București: Micul Paris

Hoje vou-me alongar um pouco mais, visto que ultimamente os posts por aqui pouco ou nada têm prestado. Para além disso, amanhã vou correr a minha primeira meia maratona e existe a possibilidade de não sobreviver para contar a história.


E vou-vos escrever sobre os meus últimos 6 meses passados pela capital romena: București. Por não ser uma cidade que entre normalmente num roteiro turístico europeu, pouca gente sabe algo sobre esta aglomeração de quase 2 milhões de habitantes.




Apesar de ter estado pela Roménia durante 5 meses, aquando do meu voluntariado, nunca tinha tido oportunidade de visitar Bucareste, portanto a primeira vez que cá estive foi mesmo quando o avião aterrou no Aeroportul Internațional Henri Coandă, na noite de 22 de Fevereiro.

Nessa mesma noite passei pela Gara du Nord, ou seja, pela principal estação de comboios da cidade (foto acima), o que contribuiu em muito para a minha péssima primeira impressão de Bucareste. O que pensei na altura, recordo-me, era que aquilo mais parecia um barracão abandonado (hoje não penso o mesmo, e até é um dos locais que mais irei recordar).



O dia seguinte à chegada foi mais uma catástrofe em que nada me correu bem e em que pensei, dezenas de vezes, porque raio tinha voltado para a Roménia. Felizmente que a partir daí tudo foi melhorando, fazendo com que hoje possa afirmar que tomei a decisão certa ao voltar para este país.

Mas voltando à capital, Bucareste é uma cidade estranha. Marcada pelo período comunista de Ceauşescu, é uma cidade de extremos e variantes. São vários os prédios degradados e os edifícios com aspeto pouco habitável, no entanto são também vários os monumentos e os parques de fazer inveja a qualquer cidade europeia.


É acima de tudo uma cidade que está a evoluir, muito pelo impulso europeu, mas que continua fiel àquilo que sempre terá sido. Há pobreza e dificuldades, é certo, mas está longe de ser o fim do mundo que muitos pensam que é. Para além disso, é uma cidade segura. Nunca, até hoje, tive qualquer problema, nem sequer nas várias vezes em que me perdi em ruas com aspeto perigoso a meio da noite. Para além disso, o que não faltam para aqui são seguranças.


Bucareste é uma cidade gigante, cheia de prédios e pessoas, no entanto tem uma imensidão de parques com lagos e espaços verdes. Para além disso, todos esses parques estão direcionados para o exercício físico, com equipamentos para fazer ginástica e pistas de ciclismo/corrida bem marcadas.


O que não faltam são restaurantes e bares, sendo que aqui tem destaque o Centrul Vechi, parte mais antiga da cidade e onde se centra a nightlife da cidade. Jantar num restaurante de 'classe' (maior parte dos restaurantes por aqui são de muito boa qualidade) faz-se por cerca de 30/40 RON (7/8 euros). Já uma cerveja, que aqui se serve normalmente em doses de 500ml, custa entre 6 e 12 RON (2/3 euros), dependendo do bar em que se entra.


Quanto à noite a sério, aqui não se paga entrada para ir a um bar. Vai-se, vê-se e bebe-se, se se quiser. O que não falta é oferta e passar de um espaço para outro é uma questão de minutos. 


Last but not least, e focando o ponto sobre o qual o indonésio se deve estar a questionar, passemos às mulheres em Bucareste. Para não me alongar muito, diguemos que se eu ainda estivesse naquela fase da minha vida em que me apaixonava diariamente, teria graves problemas. Apenas no percurso de metro, que dura 15min todas as manhãs, iria certamente apaixonar-me mais de 5 vezes. P.S. Era para pôr aqui fotos, mas parecia mal.

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Mas isto ainda não morreu? :o

Têm sido várias as ameaças, mas parece que ainda não é desta que o Dias de Estupidez passa a cadáver de blogue. Uma coisa é certa: o Benfica é o Maior!


E pumbas, assim logo um vídeo repentino que é para ver quem manda aqui.

Quanto à minha triste existência durante este últimos 20 dias, pouco ou nada há a dizer. Celebrei o meu 25º aniversário, segundo consecutivo por terras romenas, e os meus joelhos continuam sólidos e a correr ocasionalmente. Para além disso, contínuo engraçado, o que me leva a crer que sou uma espécie de whisky que vai melhorando com os anos (or getting menos mau).

Com esta coisa da idade, proliferam também os pensamentos sobre o meu presente e o meu futuro, e sobre o facto de não estar a trabalhar naquilo que deveria estar a trabalhar. However, tudo acontece por alguma razão, e é portanto tempo de voltar a perseguir sonhos (os meus joelhos estão bons, portanto espero persegui-los e apanhá-los).


Voltando uns valentes dias atrás, lembrei-me de escrever sobre mais um episódio nas minhas recentes férias em território tuga.

Fui, depois de muitos anos a querer ir, a uma (suposta) bruxa. E como eu sempre achei que era esquisito e que havia qualquer coisa "errada" comigo, as minhas expectativas até estavam altas. Ora bem, lá fui eu ao "consultório" da senhora, e a verdade é que aquilo foi uma porcaria.

Mal a mulher começou lá com as rezas ao pé da minha mão, concluiu de imediato que eu tinha sido embruxado ainda na primária e que por isso a minha vida não estava a correr tão bem quanto deveria. Acrescentou ainda que a partir de então iria melhorar. Ora bolas, não fosse eu a "fugir" da Tugalândia e a ver se algo melhorava. O mérito é meu porra, não é dos espíritoooooos! E pronto, até à próxima.

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Um post em que até parece que tenho algo sobre que escrever

Isto hoje começa logo com boa música, que é para começar bem a semana: 



Quanto à minha vida, que mesmo não interessando a ninguém lá vai trazendo aqui alguns visitantes (por engano, certamente), pouco há a contar, para além do passeio de fim-de-semana que me conduziu até este bonito lugar:



Rei que é Rei tem que ter um castelo, eu bem sei! Mas por enquanto ainda não tenho condições financeiras para fazer um investimento desta dimensão. Lá virá o tempo (off-topic: pareço um pouco gordo, mas não estou).


Entretanto, daqui a pouco mais de um mês, vou dar um saltito à cidade que tem mais habitantes que o meu próprio país. Engraçado como calhei a comprar o bilhete de avioneta para regressar à Roménia no dia 19... sendo que 3 dias depois o Maior de Portugal vai jogar naquela cidade! Damn it!

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

A história de um dia da minha vida

Há dias bons, há dias menos bons e, felizmente, há dias maus. E digo felizmente porque são estes dias que nos fazem dar valor àqueles que nos correm bem. Mas ora bem, isto não é o "Noites de Utopia".

Hoje decidi que te ia contar o meu dia, oh indonésio (voltei a ter apenas um visitor), não por ser um gabarolas à procura de reconhecimento, mas sim por achar que a história do meu dia de hoje tem mesmo que ser contada. Porque tal como escrevi ontem à noite num pequeno pedaço de papel: "Eu não te conheço, mas o mundo precisa mesmo de mais gestos puros como este que estou a fazer agora.".

Portanto, vamos a isto. Tudo começa aqui há uma semana, quando recebi um e-mail dando conta que a prima de uma empregada da TELUS tinha cancro e precisava de 15.000 € para fazer uma operação. Um banco disponibilizou-se a abrir uma conta para aceitar doações e o propósito do e-mail era convencer mais gente a ajudar.

Normalmente, e assim como grande maior parte das pessoas, eu iria ignorar este e-mail. Aliás, ignorei mesmo. No entanto, alguns dias depois, dei por mim a pensar que achar que este mundo está a ficar cada vez pior não chega, e que tenho que contribuir para a mudança.

E pronto, ontem escrevi um texto num pequeno pedaço de papel, explicando o porquê de querer ajudar a rapariga e hoje fui de manhã ao banco levantar dinheiro (cuja quantia não vou revelar). Coloquei-o num envelope e dei-o à prima da rapariga, desejando-lhe as melhoras e explicando o meu gesto.

Pouco depois, a tal prima veio mostrar-me uma fotografia da senhora que tinha cancro, com um cartaz onde se podia ler: "Thank you" e com um sorriso que me fez não só o dia, como muito mais que isso. Tal como lhe escrevi, mais do que o dinheiro que lhe dei, espero que as palavras que lhe escrevi a possam ajudar a ganhar a batalha que enfrenta.

Afinal, estamos aqui de passagem. Devíamos fazer mais uns pelos outros, não achas?


terça-feira, 25 de agosto de 2015

Um post mais em condições e sem vinho

Dada a enorme onda de queixas ao último post (pelos vistos um gajo "criar" garrafas de vinho não é nada de especial), decidi avançar assim de repente para mais um post. Para além disso tive demasiados likes na partilha que fiz no facebook (ZERO LIKES PORRA), portanto que se lixe.

Antes de tudo, uma história que prova que essa coisa dos estudos é sobrevalorizada. Sigam este link e deixem lá os livros um pouco para começarem a viver (caso não tenham reparado, hoje estou a escrever para duas pessoas em vez de escrever apenas para o gajo da Indonésia).

(agora carreguem no play na música a seguir, fechem os olhitos e sintam caraças)



Quanto aos últimos dias vividos aqui por Bucareste (já que parece que os posts por aqui são mais interessantes quando falo da minha triste vida), têm sido uma animação.

Primeiro, porque a minha residência se abriu ao maravilhoso mundo do couchsurfing (maravilhoso até me roubarem o portátil e o tablet e me sacarem um rim enquanto durmo). E para além, porque tive também alguns amigos aqui hospedados ultimamente.


Segundo, porque continuo a fazer horas extra com fartura lá na empresa, sendo que neste último sábado deveria ter ido trabalhar mas... estavam os Dubiosa Kolektiv no Herastrau num concerto gratuito. Quem são? São os gajos que cantam esta música:



Portanto, fui trabalhar no domingo (tal workaholic!). Mais 8 horas demonstrativas do quão empenhado e boa pessoa sou (ninguém me valoriza anyway, mas assim ganho mais uns tostões).

E pronto, para a semana já faço um post em condições, com fotos aqui da cidade e tal.

Os poderes do além que eu não tenho... mas deveria

Há poderes que me deveriam certamente ser atribuídos, caraças. Um deles, seria o poder de fazer posts interessantes nesta espelunca espécie de blogue. Outro seria o de fazer posts decentes no Noites de Utopia. E por último, este de multiplicar garrafas de vinho, sendo que deveriam ser preferencialmente de vinho branco.



E pronto, como ninguém lê isto, fico-me por aqui que já é tarde.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Este é um post com um título de rejubilar por mais

Rejubilar. O texto de hoje é sobre esta maravilhosa palavra que me ocorreu alguns segundos antes de começar a escrever. Segundo o Priberam, rejubilar significa "Encher ou encher-se de júbilo", e ora bem, quem é que não gosta de se encher com qualquer coisa?

Música para acompanhar isto: https://www.youtube.com/watch?v=scTqpfL9WMA

Falando em júbilo, eu não sou de categorizar pessoas, mas recordas-te daquela gipsy que trouxe aqui para casa ("recordas-te" porque suponho que não mais de uma pessoa irá ler este texto)? Hoje, ia eu muito bem a aproximar-me da passadeira, quando vi a moça. Obviamente, puxei o travão e fiz de conta que estava a fazer uma chamada, por forma a que ela não me visse. Tal como escrevi na altura, my job is done, portanto deixá-la andar.

Voltando ao rejubilar, eu sou um gajo muito limitado psicologicamente (apesar de a idade me estar a equipar com outra estaleca), no entanto assumo que tenho orgulho em algumas coisas que já fiz nesta vida. Portanto, rejubilo-me pelo facto de já ter criado umas cenas engraçadas, disponíveis para consulta ao clicar neste mega-super-altamente-logótipo abaixo.


Pois é, o Danielzinho é meio avariado e tal, mas tem uma página pessoal na internet (uuuuuuuh, que isto é a sério!). Eu sei, é motivo de júbilo, no entanto um verdadeiro motivo para ficar a rejubilar como o caraças, era chegar aos 100 likes na página do facebook do Noites de Utopia. Clica aqui a seguir, oh pessoa que vieste ler isto:


E pronto, o que é bom acaba depressa, portanto este post ainda vai durar mais um pouco. Ou então não. Vá, fico-me por aqui. Até coiso!

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Uma semana e tal à beira mar plantado

(ya, uma semana e tal porque isto aqui é tudo com a máxima precisão possível!)

Foram umas férias que passaram num instante (como expectável) e que terão impacto na minha vida a curto/médio prazo, certamente. E isto porquê? Já lá chegaremos.

Antes de tudo o resto, foi muito estranho ver cartazes em Português no comboio e tudo mais. Na Roménia, vá-se lá perceber porquê, está tudo em romeno. Isto foi de tal forma estranho, que o primeiro impacto foi tipo: "Olha, a CP anda a fazer publicidade nos comboios romenos!". Depois lá me apercebi do país em que estava.

Para além disso, foi estranho ser tão fácil sentir-me em "casa", reencontrar amigos e conhecidos e tudo ser tão naturalmente... normal. Espero que assim seja sempre.

Quanto ao impacto destas férias no meu futuro, basicamente só houve uma ligeira mudança de prioridades. Desde o dia em que decidi ir trabalhar para Bucareste que a minha ideia era clara: estar lá durante 1/2 anos, no máximo. 

Ora, 6 meses já passaram, pelo que em princípio, da próxima vez que apanhar uma avioneta para Lisboa, será para não regressar à Roménia. E é aqui que as coisas poderão ter mudado, porque anteriormente o futuro passava por Dublin, Londres ou Lisboa (por esta ordem) e agora passa por Lisboa, Dublin ou Londres.

Portanto, fica a ganhar Portugal que terá a oportunidade de me aceitar num futuro próximo. Se não me quiserem (buuurroooooos!), passa-se à próxima cidade, sem ressentimentos!