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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Cassetes

Antes de inventarem aquelas coisas redondas com um buraco no meio (donuts) alguém inventou os cd’s, e é sobre isso que vou escrever hoje. Eu sou do tempo em que as cassetes é que rulavam. Lembro-me tão bem de ter recebido o meu primeiro walkman da Aiwa e ter ficado tão estupidamente feliz (tão feliz que até tirei uma foto que aqui será revelada dia 23). Aquilo tinha 6 botões para sintonizar rádios e tudo! Depois acabei por lhe perder a tampa das pilhas (acho que todos os aparelhos, principalmente os comandos da tv, são feitos para que uma pessoa perca a tampa das pilhas). Mas voltando ao assunto, naquele tempo as cassetes eram um bem precioso. Uma pessoa ia a um café em que houvesse uma daquelas estruturas com cassetes e passava lá uns bons minutos a escolher uma para depois gastar mais uns bons minutos a convencer um dos progenitores a desembolsar o dinheiro. Obviamente que a escolha nessas estruturas era limitada a Emanuel, Tony Carreira, D’arrasar, Excesso, Quim Barreiros, Toy e Iran Costa, mas mesmo assim não era fácil chegar a uma decisão. E apesar de ter sido muito feliz com os Excesso ou com os D’arrasar, o meu auge de felicidade resultante de uma cassete foi mesmo com o Iran Costa. Não me orgulho, mas a primeira música “a sério” que decorei completa (o “põe tua mão na mão do meu senhor que acalma o mar” não conta como música “a sério”) foi mesmo aquela do “é o bicho, é o bicho…”
Ai, bons tempos aqueles das cassetes. Agora já nem os Excesso existem e eu lá fiquei com uma t-shirt inutilizada para o resto da vida (sim, eu tinha uma t-shirt deles… fui obrigado a escolher entre eles e as Tentações e elas não me agradavam muito musicalmente).

Post Scriptum: amanhã à meia noite o post é dedicado ao "Dias de Estupidez" (verão porquê) e haverá também uma inauguração que todos vocês vão perder. Conto com a vossa visita!