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domingo, 24 de julho de 2011

Telemóveis II

Lembram-se deste meu texto sobre telemóveis? (poça, como é que é possível ainda se lembrarem disso?!) Pois bem, se hoje escrevesse sobre aquilo escreveria exactamente o mesmo, excepto naquela parte dos 5 euros, visto que a TMN aumentou a mensalidade 2 euros e meio. E porque raio me fui eu lembrar disto? ‘tava eu muito bem às 3 da manhã a ouvir uma música bem bonita dos Guns N’Roses quando calhei a olhar para o telemóvel e senti toda a raiva que lhe tenho a aflorar-me a pele (poça, «aflorar-me a pele». Sem o «Noites de Utopia» vejo-me obrigado a escrever estas coisas num texto que é para ser engraçado).
Eu gostava mesmo de viver naquele tempo em que não havia telemóveis. Devia ser tudo tão mais giro. É que a única coisa verdadeiramente boa que eu vejo no Nokia que a minha progenitora me deu é mesmo o jogo da serpente. Vá, e a lanterna também. De resto acho que aquilo é uma espécie de criatura maligna que só foi inventada para destruir a capacidade dos humanos em criarem verdadeiros laços afectivos entre si.

Desafio: qual a música dos Guns N’ Roses que eu estava a ouvir? Hein? O primeiro a responder acertadamente a esta pergunta ganha… hum… ganha… qualquer coisa bué porreira e fixe e o catano!
Pista I: não era a Sweet Child O’ Mine (face à grandeza do prémio não podia ser assim tão óbvio);
Pista II: como me dei conta que os Guns N' Roses têm demasiadas boas músicas, decidi ajudar um bocadinho e dar-vos uma pista tão boa tão boa como aquela que o meu progenitor me deu a mim num Natal qualquer (os meus pais chegaram a casa com a minha prenda e a da minha irmã e nós pedimos uma pista daquilo que era. O meu pai deu a sua pista: «Tem a ver com telecomunicações». Ou seja, obviamente eram telemóveis). Assim sendo, a minha fantástica pista é a seguinte:
- a música que eu estava a ouvir tem a ver com um estado climatérico em que cai água do céu. :)

quinta-feira, 10 de março de 2011

Secundário

Aqui ao tempo fiz uma visita à escola que me preparou para a vida académica. Conclusão: se eu tinha saudades daquilo, perdi-as todas. E mesmo não tendo provas, tenho que culpar os “Morangos” por isto, por terem criado um virús de cor nas escolas, principalmente secundárias. Antigamente as paredes das escolas eram normais, agora parecem edições ilimitadas da Agatha Ruiz de La Prada, com paredes de todas as cores, excepto as cores normais. E se fosse só isto ainda vá que não vá. Mas é que esta virose se propagou aos alunos, e agora em cada 10 alunas, 9 têm calças amarelas ou cheias de manchas. Escusado será dizer que se as paredes parecem da marca das canetas com animais, as alunas parecem edições Manuel Luís Goucha apenas limitadas pela falta de óculos parvos. Ah, e se fossem só as alunas, mas não. No meu tempo os rapazes corriam desenfreadamente pelo alcatrão atrás de uma bola, agora parece que são as bolas que correm atrás deles tal é a atadice* que demonstram a andar.
Bem, mais vale ficar-me por aqui não vá um destes jovens ler este texto. É que se antigamente se respeitavam os mais velhos, agora aqueles miuditos de 10 anos com casacos de cabedal são capazes de correr tudo à facada. Haja cuidado.

* esta palavra não existe mas quer dar a entender que os rapazes ‘tão atados e não se conseguem mexer como pessoas normais.

Post Scriptum 1: por razões de saúde física (mentalmente já estou acabado) a actualização chegou 21 horas atrasada.
Post Scriptum 2: esta semana que "prometia" ser uma semana marcante na minha vida (muito por força de decisões que tomei) está a caminhar para o pódio de pior semana das últimas duas décadas.
Post Scriptum 3: depois de ter passado 4 horas (!) nas urgências acabei por duvidar seriamente da razão pela qual ainda chamam àquilo "urgências".

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Cassetes

Antes de inventarem aquelas coisas redondas com um buraco no meio (donuts) alguém inventou os cd’s, e é sobre isso que vou escrever hoje. Eu sou do tempo em que as cassetes é que rulavam. Lembro-me tão bem de ter recebido o meu primeiro walkman da Aiwa e ter ficado tão estupidamente feliz (tão feliz que até tirei uma foto que aqui será revelada dia 23). Aquilo tinha 6 botões para sintonizar rádios e tudo! Depois acabei por lhe perder a tampa das pilhas (acho que todos os aparelhos, principalmente os comandos da tv, são feitos para que uma pessoa perca a tampa das pilhas). Mas voltando ao assunto, naquele tempo as cassetes eram um bem precioso. Uma pessoa ia a um café em que houvesse uma daquelas estruturas com cassetes e passava lá uns bons minutos a escolher uma para depois gastar mais uns bons minutos a convencer um dos progenitores a desembolsar o dinheiro. Obviamente que a escolha nessas estruturas era limitada a Emanuel, Tony Carreira, D’arrasar, Excesso, Quim Barreiros, Toy e Iran Costa, mas mesmo assim não era fácil chegar a uma decisão. E apesar de ter sido muito feliz com os Excesso ou com os D’arrasar, o meu auge de felicidade resultante de uma cassete foi mesmo com o Iran Costa. Não me orgulho, mas a primeira música “a sério” que decorei completa (o “põe tua mão na mão do meu senhor que acalma o mar” não conta como música “a sério”) foi mesmo aquela do “é o bicho, é o bicho…”
Ai, bons tempos aqueles das cassetes. Agora já nem os Excesso existem e eu lá fiquei com uma t-shirt inutilizada para o resto da vida (sim, eu tinha uma t-shirt deles… fui obrigado a escolher entre eles e as Tentações e elas não me agradavam muito musicalmente).

Post Scriptum: amanhã à meia noite o post é dedicado ao "Dias de Estupidez" (verão porquê) e haverá também uma inauguração que todos vocês vão perder. Conto com a vossa visita!

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Serenatas

Um dos meus grandes objectivos de vida, para além de tentar fazer rir meio mundo (a outra metade não interessa), é ser diferente das pessoas normais, ou seja, não é bem ser anormal… mas quase (também gostava imenso de conseguir mover objectos com o pensamento e de conseguir engolir lâmpadas económicas).
Antigamente, há muito muito tempo atrás, quando ainda não existiam telemóveis, computadores e restaurantes, o romantismo era uma coisa extremamente mais gira. Primeiro, porque não se gastava dinheiro em chamadas, mensagens e jantares; segundo, porque se podia morrer a qualquer momento se o apaixonado não agradasse ao pai da adorável senhora; e terceiro, porque naquele tempo dar uma simples flor significava mais do que fazer passar um avião com uma faixa a pedir em casamento (é que sinceramente, pelo menos pergunta-se face-to-face).
Indo agora para o assunto principal deste texto, se antigamente montar num cavalo, pegar em 4 ou 5 amigos e ir a uma varanda cantar desafinado e aos berros a altas horas da noite era romântico, porque é que eu acho que se fizesse isso nos dias de hoje levava com um bom balde de água com sonasol (que arde nos olhos), era preso e ainda era molestado na cadeia? É que antigamente é que era!

Post Scriptum: eu não queria conseguir engolir lâmpadas económicas, principalmente porque pelo preço de uma lâmpada dessas consigo comer uma boa lasanha do Lidl.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Rádio

Houve um tempo em que as rádios é que bombavam. Nesse tempo quem falasse num leitor de cd’s, num mp3, num mp4 ou num iPhone era imediatamente rotulado de “maluco” e provavelmente era atirado para a fogueira à primeira oportunidade. Hoje as rádios cá continuam, cada vez mais “internetautizadas”… já não são o que eram.
Antigamente um homem chegava a casa do trabalho e a primeira coisa que fazia era ligar o aparelhómetro da rádio para ouvir as notícias e a playlist do Marco Paulo. Ok, custava um bocadinho quando passava aquela música do “maravilhoso coração, maravilhoso” (hoje ainda custa mais porque uma pessoa identifica logo a canção com o Danacol para o colesterol) mas era um sacrifício suportado com gosto pelos homens de família. Hoje nada é assim. Primeiro, dificilmente um homem chega a casa do trabalho, dada a taxa de desemprego; segundo, se por acaso o homem tiver a sorte de ter um emprego (ou o azar de não receber um bom rendimento social de inserção) quando chegar a casa ele tira as botas, tira as meias, e enquanto mete os dedos das mãos entre os dedos dos pés para tirar aquele cotão que as meias criaram, liga a televisão e ainda vê um bocadinho da Leonor Poeiras a incentivar pessoas vestidas de lutadoras de sumo a correr desesperadamente para agarrar uma bola…
Ai…se antigamente não era tão mais giro.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Folhas de papel

Nestas recentes férias, enquanto evitava entrar em depressão por não ter computador, lembrei-me de pegar num cadernito A5 (daqueles de capa preta baratos que há em todo o lado) e numa caneta (metade verde, metade vermelha, e que escrevia azul, oferta do Instituto Nacional de Formação Turística – não sei de onde raio apareceu esta caneta) e comecei a escrever. Qual a admiração? É que normalmente quando quero escrever abro a tampa do portátil, ligo-o e escrevo.
Isto fez-me pensar que antigamente é que era. É que escrever no papel é do catano! Primeiro, porque não há “dicionário” e os erros não aparecem assinalados a vermelho (ou se sabe escrever ou a Microsoft não ajuda); segundo, porque pôr acentos no papel é muito mais fácil que no teclado. E vejam lá que eu até ponderei começar a postar scans dos posts escritos em papel, mas como para isso seria melhor comprar um caderno A4 (daqueles de capa preta baratos que há em todo o lado) para a resolução ser melhor, acabei por desistir.

NOTA DE AUTOR [1]: tenho dado conta que o "Dias de Estupidez" tem tido alguns problemas de compatibilidade, nomeadamente no internet explorer, mas desconheço os motivos para isso, visto que uso o Chrome. E por falar em Chrome, também tenho tido problemas com este browser por ter a versão dev e isto me atrofiar as postagens.
NOTA DE AUTOR [2]: o parágrafo anterior até parece escrito por uma pessoa mentalmente atinada... mas não.

sábado, 27 de novembro de 2010

Telemóveis

Os telemóveis são uma coisa parva. Concluí isso há alguns dias e de imediato tomei a decisão de começar a deixar o telemóvel de parte e esperar ansiosamente que alguém com bom gosto me ofereça um relógio de ponteiros (que para além da função estética: fica bem no pulso e da função didáctica: ia poder aprender a ver as horas num relógio com ponteiros, me permitiria saber as horas). E porque é que os telemóveis são uma coisa parva? Simples. Um telemóvel é como uma coleira daquelas dos que estão em prisão domiciliária: uma pessoa até se pode habituar à sua presença mas há-de haver um momento em que eles (tanto o telemóvel como a pulseira) nos vão atrapalhar. Portanto, a todos os que tenham o meu número (que é o 963411220) fica o recado: se eu não atender ou não responder a uma mensagem é porque o telemóvel está algures trancado numa gaveta e eu me estou a marimbar para ele (o que não significa que não devam ligar ou mandar msg porque eu pago €5 para manter o moche e convém dar-lhe uso de vez em quando).

domingo, 1 de agosto de 2010

Despertadores

Já vos aqui falei de despertadores há uns tempos, mas hoje vou voltar a pegar neste fantástico objecto. É que eu apercebi-me, depois de 1 minuto a pensar no que havia de escrever, que antigamente os despertadores eram muito melhores que os de hoje. Têm dúvidas? Ora vejam: antigamente os despertadores eram grandes, tinham ponteiros e faziam triiiiiiiiiiiiim. Para uma pessoa dar utilidade ao despertador bastava conseguir adormecer (sim, porque com o tic-tac dos ponteiros não era fácil). Hoje os despertadores são todos digitais e em vez de triiiiiiiiiim fazem piiiiiiiiiiiiiiiii. Isto parece uma diferença mínima não é? E é mesmo. A grande diferença, aquilo que faz com que os despertadores de antigamente sejam melhores, é que eles funcionavam, uma pessoa acordava mesmo, porque mesmo que o quiséssemos desligar não era só carregar num botão, e até atirá-lo contra a parede não garantia que ele se calasse. Hoje basta carregar num botão e o despertador cala-se, é que nem é preciso acordar, porque acabamos por desligar aquela porcaria sem sequer nos apercebermos.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Discos de vinil

Por estranho que pareça ainda me sinto como um rapaz daquele tempo em que os discos de vinil eram normais e em que os cd’s eram…bem, lá eu sei o que eram. Naquele tempo o que bombava eram as cassetes (ah catano nunca me vou esquecer daquela cassete do Iran Costa que comprei nos café dos Trinta e que me “obrigou” a decorar aquela música do “é o bicho, é o bicho”…fui tão feliz a cantar aquilo!). Mas isto de me julgar um rapazinho do tempo dos vinis tem muito que se lhe diga. É que eu ainda me lembro de ouvir religiosamente aquele vinil com um gajo vestido de zorro na capa, ou aquele com um garoto qualquer a cantar em francês.
No entanto não pensem que sou contra a inovação. Para mim os vinis tinham qualquer coisa que fazia da música algo mais puro e verdadeiro, mas os cd’s abriram as portas à pirataria (será que alguém conseguia gravar um vinil?!) e facilitaram o transporte dessa mesma pirataria, ou então imaginem lá que eu, depois de umas 302 tentativas conseguia piratear um vinil e o queria vender na escola. Já viram o que era levar um vinil discretamente e traficá-lo sem que ninguém desse conta? É quase o mesmo que querer vender uma Ford Transit (falsificada) numa pequena mercearia sem ninguém reparar (eu não sei de onde me veio este exemplo, mas humildade à parte, está mesmo muito bom!).