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terça-feira, 15 de novembro de 2011

Trabalhos de grupo + Jantar

Hoje* ‘tou revoltado, portanto vou escrever sobre aquilo que me conduziu a este estado.

Prometi a mim mesmo que um dia havia de escrever aqui um texto com a minha opinião sobre os trabalhos de grupo, e planeava fazê-lo quando me visse livre deles. Infelizmente esperam-me mais alguns e eu não sou capaz de continuar a aguentar este grito de revolta… portanto vamos lá.
Eu cheguei à Universidade com a mesma opinião sobre os trabalhos de grupo que tenho hoje: são uma porcaria. E eu nem digo que não façam sentido, fazem-no. Quanto mais não seja para incentivar ao trabalho de equipa e ao espírito de entreajuda (mesmo que estes objectivos falhem em grande parte dos grupos). Eu cá só sou da opinião que não faz sentido um estudante chegar à Universidade e ter nos trabalhos de grupo um dos maiores métodos de avaliação (apenas ultrapassado pelas frequências). Quer dizer, eu pago quase 1000 euros de propinas, mais todas as despesas resultantes de estar a estudar fora, e não mereço ser avaliado individualmente? Suponho que a minha média final de curso seja «minha», caso contrário mais vale começarem a dar um diploma por grupo.
No meu percurso académico contam-se pelos dedos de uma mão os trabalhos individuais que fiz (lembro-me de 2), enquanto trabalhos de grupo devo ter feito uma dúzia. 'tá bem que os professores teriam imenso trabalho a corrigir trabalhos individuais, mas caramba pá («caramba pá» é uma expressão que sempre sonhei escrever aqui!).

* este «hoje» deve ser entendido como um «hoje» longínquo, uma vez que escrevi este texto há mais de meio ano.

DESAFIO: hoje (e este «hoje» deve ser percebido como «hoje») estou feliz, porque depois de uns quantos meses a tentar encontrar uma música de uma banda cujo nome não me lembrava acabei por esbarrar no nome da banda no Facebook e por me lembrar imediatamente da música! Portanto, eis que chega mais um grandioso desafio by «Dias de Estupidez».
É assim, quem descobrir o nome da banda e da música a partir das seguintes pistas relativas ao videoclip oficial da mesma, ganha um JANTAR, em sítio a decidir, pago pelo caríssimo autor Daniel Paiva (obviamente que sou estou a oferecer um jantar porque não acredito que alguém vá conseguir adivinhar).

«Um gajo a andar em frente como se não houvesse mais ninguém no mundo.»

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Adiamentos

Há coisas que não fazem sentido (quase) nenhum, como por exemplo os intervalos da TVI, ou a quantidade de novelas da TVI, ou o telejornal da TVI, ou o facto de eu ‘tar sempre a dizer mal da TVI… mas hoje não faz parte do «sempre», portanto vou escrever sobre outra coisa.
Adiamentos. É verdade, depois de tantos textos em que procurei escrever sobre coisas que não fizessem sentido, encontrei finalmente uma coisa que não faz mesmo sentido nenhum. Se não vejamos: era uma vez um rapaz chamado Artur que sonhava com a coisa mais estupidamente parva à face da terra: queria ir a uma loja, comprar uma garrafa de um litro de Coca-Cola e uma embalagem de Mentos, e fazer uma bomba artesanal tal e qual uma que tinha visto no Youtube. Isto ir-lhe-ia custar só uns 2 ou 3 euritos, mas ele adiava o seu desejo constantemente, convencendo-se que ia fazer isso, mas só «amanhã». O «amanhã» foi passando para «amanhã», até que ao fim de uns bons anos o dia finalmente chegou, e o Artur decidiu entrar na loja e comprar a tal garrafa de Cola e os Mentos. Mas… a empresa que fabricava os Mentos tinha falido e todas as embalagens tinham sido imediatamente retiradas do mercado. Conclusão: se não tivesse adiado aquilo por tanto tempo, o Artur seria agora um rapaz feliz e viveria sem a dor e mágoa de saber que podia ter tornado o seu sonho realidade.
E depois desta bonita história (que pode ser adaptada a tudo e mais alguma coisa) digam-me lá se esta porcaria dos adiantamentos faz algum sentido. Pois claro que não!

Post Scriptum [1]: a ver se nesta próxima semana consigo ter net durante tempo suficiente para responder a todos os 10.000 comentários que os estimados leitores fizeram nestes tempos.

sábado, 28 de maio de 2011

Alergias

Aqui há uns tempos ouvi falar de uma rapariga alérgica ao absinto e pensei: «Oh, que raio de alergia mais parva. Ninguém é alérgico ao absinto!». Depois peguei num lenço, assoei-me e limpei as lágrimas dos olhos enquanto fazia força para não espirrar, o que me fez refazer o pensamento para: «Olha que sortuda de rapariga. Quem me dera ser alérgico ao absinto.». E porquê? Apesar de o absinto existir todo o ano é daquelas coisas que facilmente se evita (a menos que se perca o controlo de todas as capacidades e pumba), enquanto ser alérgico à Primavera/Verão não permite escapatória, a menos que mude de país quando está para acabar o Inverno. E mesmo que mudar de país seja uma grande ideia, não é viável porque no meu caso, por exemplo, nem a prostituir-me fazia 5 euros (referência a este post), quanto mais o dinheiro necessário para levar a cabo esse plano.
«Mas quem é que é alérgico à Primavera/Verão?» (suponho que estejas a perguntar-me isso em pensamento). Provavelmente sou o único no mundo, porque normalmente as pessoas são alérgicas a ácaros, tulipas ou látex. Só que essas pessoas vão a hospitais para saberem qual a alergia em concreto, e eu prefiro armar-me em campeão e dizer que sou alérgico à Primavera/Verão (até parece que uma alergia é uma espécie de catálogo La Redoute, com duas épocas) só para não ir a um hospital.
O que me vale é que vou conseguindo sobreviver, no entanto tenho receio (muito receio mesmo) que um dia destes não consiga evitar o espirro e bata com a cabeça na parede da casa de banho quando estiver a tomar banho todo nu (por falar em banho, aconselho toda a gente a não usar sabonetes que aquilo é um perigo).

Nota do autor: porque que raio é que a palavra «alergia» é tão parecida à palavra «alegria»? É alguma piada de mau gosto? Poça, isto revolta-me!

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Filmes românticos

Lembram-se da minha “caminhada para a depressão”? Basicamente foi uma dura caminhada em que deprimia gravemente com pensamentos e filmes (inclusive com o Titanic, tal como está num comentário qualquer de um post igualmente qualquer). Durante estas férias decidi, inocentemente, ver um filme assim mais para o romântico (“How do you know?”), com o propósito de verificar se ainda era inevitável deprimir ou se já tinha criado defesas para não ficar devastado quando o filme acabasse. Felizmente o meu estado de devastação depois de ver o filme não foi aquele a que já me habituei (provavelmente por o filme ser uma coisa levezinha), no entanto acabei por ficar extremamente revoltado.
Revoltado porquê, perguntais vós. Revoltado com os filmes românticos. É que okay, eu entendo que as vidas das pessoas já são, em muitos casos, suficientemente más para que depois se façam filmes com finais tristes, no entanto eu pergunto-me se esta coisa de tentar transparecer que tudo tem um final feliz não é ainda pior que fazer filmes em que tudo acabe mal. É que com filmes destes só se estão a alimentar esperanças a rapazinhos e rapariguinhas, levando-as a crer que o “final feliz” é o normal e depois esses rapazinhos e rapariguinhas acabam por sofrer as consequências disso e pumba (entenda-se por “pumba” qualquer coisa negativa).

Nota: este texto é revelador de alguma da raiva que o autor possuía quando o escreveu.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Exploração infantil

Dado o actual estado das minhas tão adoradas sapatilhas e a necessidade/desejo de adquirir aquelas que se encontram referenciadas na “Dica da semana”, decidi escrever um pouco sobre a produção dessas ditas cujas sapatilhas (mas não sem antes vos incentivar a ajudar-me nesta nobre causa depositando os tais 70 euros no NIB que se encontra no fim deste post).
Há crianças, pobres e inocentes crianças, que correm desenfreadamente por campos de trigo, estragando as colheitas e contribuindo para a crise económica dos seus países. Essas crianças não importam. Ao invés, há outras crianças, igualmente pobres e inocentes crianças, que em vez de estragarem as agriculturas criam riqueza para os seus países. Essas crianças são uma parte essencial daquilo que todos chamam de “exploração infantil”.
“Ah oh Daniel, mas olha que a exploração infantil é feia.” É feia? Se for tão feia como são as minhas sapatilhas feitas por uma qualquer criança indonésia de 6 ou 7 anos digo-vos já que a exploração infantil é até bem bonita. E até vos digo mais, são crianças talentosas que estão por detrás de muito daquilo que vocês usam no dia-a-dia, benditas crianças. Na verdade a única coisa a apontar nisto da exploração infantil é o facto de tudo aquilo que as crianças fazem seja vendido a um preço exorbitante, como se as crianças fossem estilistas famosos ou personalidades inigualáveis mundialmente.

Algumas notas meramente inúteis (excepto a primeira):
1. Apesar deste texto revelar algumas opiniões pessoais obviamente que a verdade é que não só entendo a realidade da exploração infantil como me oponho a esta e às condições deploráveis a que as crianças são sujeitas;
2. Depois do triste desaparecimento do meu cão Matias dou-vos conta da recém "contratação" de um novo elemento a constar no meu agregado familiar: Tintim;
3. Apesar do aglomerado de críticas à organização da SA'11 e aos nomes presentes no cartaz, tenho a dizer que fiquei agradavelmente surpreendido, ou melhor, fiquei "esbabacado", com a qualidade dos portugueses Enday. Conheçam-nos aqui.
4. Para os mais cabeças-no-ar que ainda não decoraram o meu NIB aqui fica mais uma vez a combinação mágica de 21 algarismos: 0035 0354 0002 9370 7003 8.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Empregos de Verão

Ouvi dizer que lá pela terra do tio não-sei-eu-das-quantas os universitários no Verão trabalham para depois ajudar a pagar as suas despesas na universidade. Ora, como eu sou um rapaz aberto à evolução e como o povo norte-americano é para mim uma espécie de exemplo a seguir (tanto a este nível como quanto a invadir países para procurar bombas que não estão lá) eu decidi, no auge de todas as minhas capacidades intelectuais, arranjar emprego.
E é claro que eu, bom rapaz por licenciar e que não sabe fazer nada realmente bem, não tive qualquer tipo de dificuldade a arranjar emprego, tanto que até me dei ao luxo de rejeitar um contrato de 2 meses com o Sr. Dr. Belmiro de Azevedo (proprietário da SONAE, que por sua vez possui o Continente, que por sua vez me queria lá). Assim sendo, na primeira quinzena de Agosto fui prestar serviço para a Biblioteca Municipal aqui da quinta, pouco ou nada fazendo (passando a maior parte do tempo sentado a ler um livro). E assim se passaram duas semanas intercaladas por um enriquecedor voluntariado no apoio à organização das grandiosas festas de Gouveia. A partir do dia 16 novo emprego, desta feita ao serviço da URZE (um espécie de corporação ambientalista) em que fui pago (e nada mal pago, diga-se) para me sentar num calhau a ver as vistas esperando ansiosamente que alguém deitasse o fogo a uma das poucas matas que ainda não tinha ardido por aqueles lados. Assim sim, vale a pena trabalhar!

Nota do autor: este texto devia ter sido publicado em Setembro.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Whisky + Gelo

Como sabem a privação deste mês (que está quase no fim!) é cerveja, pelo que infelizmente ando há alguns dias a ver dramas e comédias românticas para me auto-conduzir à depressão em vez de me engarrafar até ao esquecimento. Esta privação custou-me, para além das horas todas dos filmes que já vi, seis euros (ou cinco… nem sei)! E é disso que vos venho falar hoje.
Imaginem um copo de 20cl normalíssimo que vocês querem ver cheio de um refrescante líquido para vos animar a alma. Estão a ver? Agora imaginem que o que querem nesse copo é whisky (por exemplo) e que o preço desse copo com whisky é de 3 euros. Carito né? Mas é o preço de algo que tem o poder de vos deixar mais alegres, ou pelo menos é o que devia ser. Avancem nesta fantástica viagem imaginativa a que vos ‘tou a levar e vejam o momento em que o barman pega no copo de 20cl... QUATRO PEDRAS DE GELO, viram?! QUATRO! Ou seja, o copo de 20cl está cheio de grandes pedras de gelo até ao cimo. E onde é que vai caber o whisky no meio de tanta água? Pois, aí é que está. Lá se foram 3 euros para 4 pedras de gelo e um gole de whisky. Nada que vos impeça de pedirem outro logo a seguir, certo?

Post Scriptum: hoje que o post é sobre álcool assinala-se por todo o mundo um dos piores e mais demonstrativos acontecimentos da história da humanidade e da sua crueldade: o Holocausto (e não, isto não ‘tá minimamente relacionado nem é para ser engraçado).

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Cada macaco no seu ramo

Se acompanham o Dias de Estupidez sabem bem que eu tenho alguns “ódios de estimação”. O tabaco, o novo acordo ortográfico, as propinas, o verniz para as unhas e os guarda-chuvas são apenas alguns desses. Mas um dos meus maiores ódios, uma daquelas coisas que eu não gosto mesmo, é matemática. Para mim a matemática é a responsável por muitos dos males que hoje existem no mundo. Por que cabeça é que passou a ideia de misturar os números com as letras? Com certeza foi na época de saldos nas drogas porque para ter uma ideia destas é preciso estar muito drogadolas. E claro que depois de alguém fazer uma mistura destas viria algum maluco que seguiria a teoria e toca a fazer misturas parvas. E foi então que se inventaram sobremesas de mousse de chocolate e natas (simultaneamente). E foi então que se juntaram as calças com as camisolas e nasceram os “macacos”. E foi então que se juntou o sexo com o dinheiro e nasceu o putedo (ou prostituição, como queiram). E depois de todas estas misturas ainda se admiram que alguém tenha a fantástica ideia de levar a Fátima Lopes da SIC para a TVI… é que ‘tava-se mesmo a ver.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Com irmandades assim...

Esta juventude de hoje em dia caminha, cada vez mais, por caminhos sinuosos (tinha o sonho de usar esta palavra!). Desta vez foram dois irmãos, Alexander e Nicholas Grunke, que algures pelo estado de Wisconsin decidiram fazer de tudo para ir parar à prisão. E como?, "perguntandes" vós. Em 2006 estas duas criaturas, com a ajuda de Dustin Radke (outra criatura igualmente maluca da cabeça) foram a um supermercado comprar preservativos. E para quê?, "perguntandes" vós com toda a vossa inocência. A resposta é simples: eles iam ter com Laura Tennessen. Só há um pequeno pormenor a salientar: a Laura tinham morrido há uns tempos. A ideia deste trio era desenterrar a pobre Laura e pimba, no entanto a ideia não passou disso mesmo porque a polícia os impediu.
Ora, eu suponho que os irmãos tenham pensado: "a culpa de termos sido apanhados foi do Radke", portanto na segunda tentativa (sim, segunda) os irmãos foram sozinhos (sozinhos um com o outro, ou seja, nenhum foi sozinho...eu nunca percebi porque se diz isto). Obviamente que foram mais uma vez apanhados, o Alexander disse que a culpa era toda do irmão Nicholas, e este último acabou por admitir em tribunal que tinha um amor platónico pelo cadáver de Laura Tennessen e, não fosse ela dar-lhe conversa, decidiu ir comprar uns preservativos. Muito bem Nicholas, muito bem.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Touradas

Há algum tempo atrás gastei 34 segundos do meu sempre mal utilizado tempo a ver uma tourada que ‘tava a ser transmitida na RTP. Por mero acaso acabei por assistir à parte que mais gosto nisto das touradas: a pega. Eu nem sou uma pessoa violenta, mas sempre me deu gozo ver os forcados a serem atirados ao ar. Sempre achei que aquele era o único momento em que o touro podia vingar-se dos ferros que já se lhe tinham sido espetados antes de ser embalado e vendido ao quilo.
No entanto desta vez, ao ver aquele confronto, deu-me para pensar na injustiça que aquilo é. Para mim os duelos têm de ser como os do Oeste, tudo certinho, todos na mesma situação, ninguém tem vantagem a priori. Na pega não acontece nada disso:
1º É um touro contra 8 ou 9 forcados; para ser justo era um touro por homem, assim sim;
2º Os touros já estão cansados quando chega aquela parte; para ser justo os forcados tinham de ser perseguidos e massacrados com ferros espetados no lombo durante 20 a 30 minutos;
3º Os touros levam os cornos (a sua maior arma) protegida para não espetarem os coitadinhos dos forcados; ora, assim sendo os forcados deviam estar de mãos atadas atrás das costas para haver igualdade;
4º Os forcados têm as suas mulheres, namoradas, amantes, paixonetas, ou sejam lá o que forem, nas bancadas a gritar e torcer por eles; para ser justo haveria uma bancada para vacas que motivariam os touros.
Ah, e em 5º, os touros tão nus; ou os forcados iam também nus (não seria agradável) ou arranjam-se umas roupitas jeitosas para os bichos.
E com todas estas alterações tudo seria mais bonito, mais sangrento e mais real, ou seja, muito mais fixe catano!

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Medo do Escuro

Eu penso. Pode não ser uma coisa que esteja clara nos meus textos, mas é mesmo verdade. Eu esforço-me. Apesar desta notícia (que poderá chocar muita gente) eu, depois de ter pensado e reflectido durante cerca de 7 esgotantes minutos, não consegui compreender por que raio há pessoas que têm medo do escuro. É que se fosse medo do claro eu até compreendia. Porque com luz uma pessoa está sujeita a ver coisas que a pode assustar, como por exemplo uma mulher que mesmo parecendo mulher e aparentando uma atitude extremamente feminina é um homem. Mas às escuras uma pessoa não pode ver nada disso (embora possa usar o tacto, prefiro não colocar esse cenário). Às escuras não estamos sujeitos a ver nada que nos assuste, excepto se passarmos a ficar às claras, ou seja, o susto virá com a luz e não com a escuridão.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Quem nasceu primeiro?

Hoje vou concentrar-me num dos maiores, se não o maior, erro de concepção do Homem: os dedos dos pés. Para que raio é que nós temos a porcaria dos dedos dos pés? São mais 10 unhas para cortar, são mais 10 dedos para lavar, e ainda por cima, são 10 porcariazitas que nos fazem perder o calor corporal todo e, consequentemente, nos fazem constipar, ir à farmácia, gastar €10 em medicamentos, tomar os medicamentos, ver que os medicamentos não resultam, desistir dos medicamentos, ir a outra farmácia comprar mais outros medicamentos, tomar esses medicamentos, e etc e tal (é um ciclo tão repetitivo e maçador que nem vale a pena estar a escrever o resto…vocês percebem).
Mas eu, depois de quase 4 minutos (!) concentrado no meu raciocínio intelectualmente imenso em que procurava desesperadamente uma razão para a existência destes 10 dedos, consegui descobrir aquilo que tantos homens (e certamente algumas mulheres que se fartaram de pintar as unhas dos pés no Verão) há tanto procuravam. Eis a revelação do dia: os dedos dos pés existem para…usarmos havaianas! E a pergunta que se impõe, e para a qual não encontrei resposta (nem procurei), é quem nasceu primeiro? As havaianas ou os dedos dos pés?

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Guarda-Chuvas

A seguir ao tabaco, às drogas, ao novo acordo ortográfico, às propinas, ao verniz para as unhas e a mais não sei quantas coisas que não me apetece aqui escrever, o meu grande ódio são os guarda-chuvas. É que para mim não faz sentido nenhum usar aquela porcaria.

  • Primeiro, a chuva é uma coisa porreira como tudo, não aleija ninguém, não estraga as roupas, não faz mal nenhum. No máximo pode ajudar ao aparecimento de uma constipação mas isso será sempre por culpa de quem andar à chuva e depois não tomar as devidas medidas (mudar de roupa, beber um chá Lipton e comer umas bolachas Maria);
  • Segundo, o guarda-chuva acaba por fazer com que nos molhemos ainda mais. E isto porquê? Porque sem guarda-chuva uma pessoa corre que se farta e apanha chuva pouco tempo; com guarda-chuva a pessoa tem que ir devagarinho e se tem o azar de apanhar um pouco de vento gasta o dobro do tempo a lutar para que o guarda-chuva não vá para o catano;
  • Terceiro, para rapazinhos como eu que perdem grande parte das suas vidas a pentearem-se, a chuva dá aquele efeito molhado que a Shock Waves tanto promete e o melhor é que nem se tem de pagar nada.
P.E.V.  (Partido Ecologista os Verdes – chegou a vez dos pequeninos): Se algum dia me virem na rua com um guarda-chuva têm autorização para ligarem para a minha mãe porque posso estar a ser sequestrado.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Esquentadores inteligentes

Ainda eu era um rapazinho inocente e já ouvia falar dos fantásticos esquentadores inteligentes, umas coisas quaisquer muito evoluídas e que eram o sonho de qualquer família. E metia-me impressão, primeiro porque não sabia ao certo o que era um esquentador e segundo porque não sabia ao certo o que queria dizer inteligente. Mas vá, com o avançar da idade cresceu-me o vocabulário e hoje o significado das palavras já não é problema. No entanto, continua-me a meter impressão que chamem aquilo de esquentador inteligente, quanto mais não seja porque para uma porcaria de um esquentador ser inteligente e eu não ser eu deduzi (com a minha esperteza, não inteligência) que o esquentador devia ser mesmo bom nalguma coisa. Mas é que nem de perto nem de longe. O que faz daquela porcaria inteligente é o facto de que ao abrir a torneira de água quente sai...água quente! Brutal não é? ‘tá bem que tem a vantagem de que não é preciso acendê-lo antes de abrir a torneira mas ora bolas, o esquentador é inteligente por isto? Eu também me posso “programar” de forma a que se me puxarem o dedo indicador da mão esquerda eu vá à cozinha buscar um copo de água fresca e temos que ver que esse processo exige muito mais preparação. Catano.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Dia Internacional da Luta de Almofadas

É verdade, apesar de ser estúpido, existe mesmo um dia internacional de luta de almofadas. Festejou-se no passado dia 3 e até fez notícia nos telejornais pelo facto de que em algumas cidades (Paris, Los Angeles, Madrid, Bruxelas, entre outras) houve agrupamentos de pessoas que com a sua almofada em punho começaram uma verdadeira batalha campal. Eu cá ainda estive para pegar na almofada e fazer uma corrida desenfreada à procura de alguém a quem dar com ela, mas o pouco juízo que tenho (e algum medo de represálias) não me permitiu.
Para além disto, obviamente que lutas de almofadas são para meninos. Eu fico à espera do dia internacional da luta com armas de fogo, ou da luta com armas brancas, ou da luta com garfos de sobremesa, porque aí sim vou sair para a rua e festejar alegremente (pelo menos até ser atingido).

quarta-feira, 24 de março de 2010

Terapia de casais

Hoje, pela segunda vez neste blogue, as mãos fugiram-me para o planeamento familiar. Começa a tornar-se um hábito e não fosse a excelente qualidade do “ela” e do “ele” da revista Maria tinha razões para criar algumas esperanças de um futuro risonho a falar destas coisas.
Eu, que até sou um rapazinho que tem muito tempo livre, dei por mim a fazer uma pergunta a mim próprio. E qual é a admiração?, perguntam vocês. É que se eu soubesse a resposta à pergunta isto até podia ter contribuído para o aumento da minha auto-estima, como não sei só contribuiu para me deixar realmente chateado. Porque raio existe a terapia de casais? Foi esta a pergunta que me moeu o juízo durante quase 3 minutos. É que é uma porcaria de uma contradição um casal ter problemas e ir ao raio da terapeuta. É a mesma coisa que ter um furo e chamar a assistência em viagem: é uma coisa que uma pessoa tem o dever de resolver sem ajuda, sem meter mais ninguém ao barulho.
É que depois as pessoas acabam a pensar porcaria. Um casal tem problemas, para quê falarem um com o outro? Conversar? Que disparate. Toca é a ir à terapeuta duas vezes por semana desembolsar um balúrdio que tudo se resolve e pelo menos assim nenhum tem trabalho e os problemas desaparecem. É que sinceramente!

domingo, 14 de março de 2010

Autocarros e tudo mais

Para variar um pouco decidi ir a casa de fim de semana (na semana passada) porque, para além das compensações financeiras que esta decisão acarreta (nomeadamente 10 eurinhos da minha querida avó), já estava na altura de ir comer alguma coisinha de jeito, sim, porque há que manter o corpo são, já que a mente é um caso perdido.
E estava eu recolhido num cantinho da central de camionagem à espera do autocarro que iria (supostamente) chegar dali a meia hora, quando me deu para a parvoíce e decidi reflectir sobre esta porcaria dos autocarros, centrais e tudo mais. É que se há coisa que eu sempre admirei foi o raio dos horários dos autocarros, principalmente a cena das escalas em que se muda de autocarro e tal e coisa. E perguntam-me vocês o porquê desta minha invulgar admiração. Ora, é que teoricamente o sistema é mesmo muito bom, tudo organizadinho, tudo bem planeado, tudo controladinho ao minuto, ou seja, tudo feito de forma a que as pessoas acreditem que nada pode correr mal. Tretas.
Eu até apostava a minha sobrancelha esquerda (e nem sabem o valor que ela tem para mim) em como quem fez a porcaria dos horários foram as mesmas pessoas que escreveram o guião da Floribella. É que só pode mesmo. Era demasiada coincidência existirem duas coisas com uma dose de fantasia tão idêntica!

sexta-feira, 12 de março de 2010

Ovo kinder

Quando eu era pequenino (não que agora seja muito grande) lembro-me que a grande vantagem de andar a tentar vencer a minha falta de equilíbrio era entrar nos cafés e convencer, sem grande dificuldade, um dos meus progenitores a comprar um ovo kinder ao menino. E coza-se, aquilo fazia-me mesmo feliz. Não o chocolate em si, porque aquela porcaria são duas camadas de chocolate milimétrico, mas o raio da surpresa que vinha numa cápsula amarela. Era um entusiasmo maluco até abrir aquilo, depois era um entusiasmo maluco a brincar com aquilo e, por fim, era um entusiasmo maluco a atirar aquela porcaria para o catano.
Agora o entusiasmo desaparece à mesma velocidade em que aparece o preço. É que é um abuso completo, mais de um euro por uma porcaria de um chocolate oco? ‘Tá bem que aquilo sabe bem e tal e coisa, mas é que nem a surpresa vale cinco tostões. E com preços assim bem que as criancinhas de hoje se podem contentar com chocolatinhos Top Budget ou Continente.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Roménia, Eslovénia, Eugénia...tudo a mesma coisa

Devem estar a estranhar o título completamente estúpido deste post mas, como tudo na vida, tem razão de ser. Então não é que aqueles animais dos romenos deram a maior prova de burrice que eu já vi na vida? Okay, eles até podem ser fraquinhos da cabeça que eu não tenho nada contra isso, mas escusam de revelar essas sua fraqueza ao mundo todo…é que pronto, no meio daquela gente há-de haver alguém minimamente inteligente que de certeza se sentiu ofendido.
E tudo isto porque depois dos trágicos acontecimentos que afectaram o Haiti, aqueles jumentos decidiram juntar duas toneladas de ajuda e enviarem uma carrada de tropas para onde? Qual Haiti qual quê, toca a mandar tudo para o Tahiti. E depois ainda apareceu o maior burro deles todos, um tal Ministro da Defesa cujo nome não consegui descobrir (para o bem dele), justificar tamanha burrice assim: “Haiti, Maiti, Tahiti, Papiti? É tudo muito parecido”.

E para verem que eu não sou nenhum aldrabão aqui fica o aracnídeo, ou canídeo, ou equídeo, ou vídeo (afinal, é tudo a mesma coisa!).

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Dia dos Namorados

Se a Wikipédia não existisse ou eu não fosse um rapazinho muito curioso era capaz de apostar que quem tinha tido a ideia do Dia dos Namorados tinha sido uma qualquer florista do mercado portuense. Mas pronto, a minha tão nobre dedução foi por água abaixo porque pelos vistos isto foi inventado há séculos suficientes para eu achar que não existiam floristas…talvez esteja enganado.
Mas voltando ao assunto, para que raio inventaram este porcaria? Para que quem não tem namorado/namorada fique triste e deprimido? É que isto é perigoso, há pessoas que não aguentam e pumba, lá se vai uma vida. E tal como isto há o Dia da Mãe e o do Pai. Aqueles que, como eu, acham que não merecem ter descendência como é que se sentem no dia em que andam as criancinhas todas a comprar lenços em pano (daqueles com um “P” bordado) e cartões todos coloridos (daqueles que custam mais de €1 quando nem €0.10 valem)?
Se o objectivo for atenuar o excesso de população no mundo vai-se no bom caminho. Eu até aconselho que criem o “Dia das pessoas que conseguem ter positiva a matemática”. E assim se perderia um bloguista estúpido que, diga-se de passagem, nem falta faria (aqui está o resultado de me deprimirem…boa Sr. S. Valentim! Missão cumprida!).