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segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Cicatriz - parte I

Chegou finalmente o dia em que vos vou revelar mais uma história da minha infância. Lembram-se desta história? Pois bem, a de hoje também tem a bicicleta com um papel de destaque (exactamente a mesma bicicleta).
Devíamos andar por 2001 ou 2002 (eu não faço a mínima ideia, mas chegado a arriscar acho que não devo ‘tar a errar por muito) quando na minha terrinha foi concebida uma pista de motocross no sítio onde antigamente (antes de mim) existia um campo de futebol de 11. Esta pista, com aqueles montes, buracos e tudo mais, passou então a fazer parte do meu dia-a-dia. Eu lá pegava na minha bicicletazinha com 5 mudanças e lá ia saltar que nem um doido para o meio da terra e até que me desenrascava bem.
Certo dia, como já era habitual, lá fui eu até à pista mais a minha rica irmã. E lá na pista havia um «obstáculo» que era tal e qual a imagem que vêem em cima (poça, as coisas feitas no paint ficam tão mais bonitas). A minha irmã tinha a mesma visão que vocês, e eu ‘tava uns bons metros mais atrás de onde estou na imagem (para apanhar balanço). E foi então que olhei para a minha irmã e disse, com toda a convicção: «Mana, olha este salto!». E pimba, toca a pedalar que nem um maluco. Agora, tão a ver o X? E o Y? Ambas as letras marcam pontos de aterragem. O X é o ponto de aterragem da bicicleta (que eu larguei durante o voo) e o Y é o ponto de aterragem do meu frágil corpo. Conclusão: a bicicleta ficou com o guiador para um lado e a roda para o outro; eu fiquei com uma valente corte no joelho e com uma cicatriz para o resto da vida.

domingo, 26 de junho de 2011

Imagem Deprimente #8

Tal como prometido cá está a foto que revela todo o meu entusiasmo quando os meus progenitores se decidiram a oferecer-me uma bicicleta (e não era uma bicicleta qualquer, que já tinha 5 mudanças e tudo!). E ao olhar para este bonito momento fotográfico para o qual me devo ter penteado afincadamente (sempre quis escrever esta palavra no blogue!) não resisto a contar umas histórias daquele tempo.


Primeiro, tenho a dizer que aprendi a andar de bicicleta de uma maneira muito estranha. Como eu era um azelha o meu progenitor aplicou duas rodas extra na bicicleta para eu me conseguir manter de pé, e certo dia eu armei-me em campeão e decidi que estava na altura de as tirar. Montei-me na bicicleta e pumba, chão. Isso não me impossibilitou de dizer à minha progenitora, mal ela chegou a casa nesse dia, que tinha conseguido. E vá-se lá saber como, na vez seguinte que peguei na bicicleta consegui não cair de imediato. Categoria.

Segundo, tão a ver o cenário da foto? Houve uma altura em que eu aprendi a andar de bicicleta sem ter as mãos no guiador. E fazia isso com descontracção. Certo dia vinha a descer toda aquela rua, sem as mãos no guiador e pensei: «Ora bem, isto sem as mãos é demasiado fácil. Vou abrir as pernas.» E abri. Só que eu era ganancioso, e como até com as pernas abertas era fácil, pensei em tentar uma coisa mais complexa. Do que é que me lembrei? Decidi pôr os pés no guiador, só mesmo no gozo. Conclusão: meti um pé antes do outro, virei o guiador e caí com violência no chão, mais ou menos no sítio em que estou na foto.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Inocência infantil

Antigamente, quando tinha entre 4 e 8 anos, eu era um rapaz fofo. Depois passou-me, e hoje sou o que sou, mas naquele tempo eu até engraçado conseguia ser. Não acreditam? Ora bem, retornemos aos meus 4 ou 5 anos. Já em Portugal os meus progenitores decidiram iniciar-me naquela coisa dos estudos o quanto antes, portanto acabei na pré-escola (ou seja, acabei no jardim de infância… mas “pré-escola” parece uma coisa mais inteligente). Para além de ter aprendido a pintar dentro dos limites dos desenhos e de ter aprendido a atar os atacadores, aprendi a brincar com aquelas letrinhas que se metem na canja (tão feliz que eu já fui com aquelas letrinhas). E como rapaz fofo que era não me custou muito criar laços com as educadoras. Hoje vou-vos falar de uma delas.
Embora a “pré-escola” não ficasse onde morava (ficava numa terra a 2km de distância) toda a gente se conhecia, pelo que a minha mãe sabia quem era a educadora e vice-versa. E sendo a minha progenitora detentora de um bonito jardim ainda mais conhecida era, nomeadamente da tal educadora, pelo que um dia (não sei como nem porquê) acabei por falar com a educadora sobre lírios (imaginem-me a mim, naturalmente fofo, a falar sobre flores… irresistível!). Ela queria lírios amarelos e eu pumba: “Ah, olhe que a minha mãe tem lá disso!”, ao que a resposta foi: “Então diz lá à tua mãe que logo passo lá em casa, sim?”. Bom, então nesse dia cheguei a casa e pus-me a olhar para o jardim. “Onde raio estão as flores amarelas?” pensei eu (tão inocente eu era que até os pensamentos eram sem asneiras). Pois, não havia. Mas havia uns lírios bicolor, meios amarelos meios roxos. “Ai deixa ‘tar que ainda há solução.” deverei ter eu pensado. Portanto arranquei os ditos lírios e zás, toca a arrancar as pétalas roxas para “criar” lírios amarelos! Era ou não era um rapaz esperto?

quarta-feira, 16 de março de 2011

Regresso a casa

Aviso: este texto possui a etiqueta "Os Momentos Mais Parvos", ou seja, é algo do meu passado de que me orgulho.

Era fim-de-semana e ainda não tinha net em casa (entenda-se por “casa” o apartamento da Covilhã), portanto peguei no portátil e lá fui eu para uma sessão de net na inevitável Telepizza com o meu estimado colega Fábio. Pouco passava das 20h (digo eu). Depois de instalado certamente comecei a adquirir ilegalmente alguma música, quiçá alguns filmes, quiçá nada (esta última hipótese é só para o caso de alguém da ASAE ‘tar a ler isto). Até aqui tudo normal. Passadas algumas horas demos por terminada a sessão e deslocámo-nos à minha residência para eu lá deixar o portátil, ou melhor, pensámos em fazer isso. Porque já perto do meu prédio dei-me conta que não tinha chave de casa e por acaso naquele fim-de-semana tinha ficado, como habitual, sozinho no apartamento. Se podia ter ligado à senhoria a pedir uma chave? Podia, mas era tarde (passava da meia-noite) e eu não gosto de incomodar as pessoas. Portanto fiquei à espera que o dia chegasse, acompanhado pelo meu estimado amigo até às 7h ou 8h da manhã. Neste período o tempo passou connosco a deambular pela cidade. Depois disso fui para a frente do meu prédio e esperei que a filha da senhoria (que vivia então no andar por baixo do meu) abrisse as persianas. Eram 10h quando isso aconteceu. Liguei-lhe e contei o que se tinha passado e lá foi ela buscar uma chave à senhora sua mãe. Esperei ansiosamente, com sono e cansado, até que lá pelas 12h30 ela chegou e eu entrei finalmente em casa. Vi então que a filha-da-mãe da chave tinha ficado em cima da tábua de engomar em vez de se ter enfiado no meu bolso! Se ela o tivesse feito nada disto teria acontecido.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

O primeiro ataque zombi

Era eu ainda um jovem talvez com os meus 15 ou 16 anos quando, numa noite qualquer que em nada importa para a história, decidi fazer jus ao meu estado mental: maluco. Tudo indica que me levantei, algures a meio da noite, abri a porta de casa e comecei aos murros na porta da garagem gritando: “Mãe! Mãe!” (segundo o que a minha progenitora me contou). Quando confrontado sobre esta estranha atitude eu terei dito que no dia seguinte contaria o que se tinha passado. No entanto no dia seguinte eu acordei (estraaaaanhooooo!) e tinha uma vaga memória de estar sentado nas escadas da minha casa durante a noite. Okay, devo ter tido um sonho daqueles parvos do costume, pensei eu. Qual não é a minha admiração quando a minha progenitora me perguntou o que se tinha passado, sem eu saber de nada sobre murros e gritos.
Concluindo, a partir desta noite a chave de casa passou a não ficar na porta para evitar que eu me decidisse a levantar a meio da noite e pumba, me fosse atirar da ponte. No entanto hoje já lá está a chave como antigamente, e ainda não há muito tempo o meu progenitor jura que ouviu, lá pelas 6 horas da manhã, a porta a abrir e a fechar, sendo que apenas eu e ele estávamos em casa. Será que eu…?

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Vidros e mais vidros

Eu em tempos fui um rapaz atlético e com gosto pelo desporto (nesse tempo ainda não tinha internet). Estava eu na minha garagem com uns calções da Nike pretos, já sem t-shirt e com uma bola nos pés, a divertir-me numa correria desenfreada de um lado para o outro, sempre no total controlo do esférico e fazendo de tudo para treinar simultaneamente os meus dois pés, quando depois de um movimento corporal lindíssimo em que teria deixado qualquer adversário pregado ao cimento puxei o pé esquerdo atrás, olhei para a baliza desenhada com spray na parede e rematei forte. Prova disso é que o vidro da janela que estava um pouco acima da baliza partiu de imediato e, logicamente, adivinhavam-se problemas (no entanto esta parte não importa).
Passado um tempo o meu progenitor chegou a casa com um vidro substituto e eu, como que para me redimir do fantástico remate proferido, fui logo tirar o tal vidro da carrinha. A minha progenitora disse: “Cuidado com isso” e aqui o Daniel pumba, vidro contra a parede. No entanto não foi suficiente para partir (apenas rachou) e acabou por se pôr o vidro na janela na mesma. Passados para aí 2 anitos (se a memória não me falha, o que é muito provável que aconteça) o pé esquerdo tornou a demonstrar a sua enorme capacidade de pontaria e lá se foi o vidro, prontamente substituído sem conhecimento do meu progenitor e que ainda hoje lá está (nunca mais lá voltei a treinar o meu pontapé).

sábado, 17 de abril de 2010

Era uma vez...

Era eu pequenino, ainda um bondoso e inocente rapaz, quando a minha mãe foi chamada, pela 1ª e única vez, ao Conselho Executivo da minha escola. E podia ter sido tanta coisa a provocar esta chamada: ter batido num miúdo mais pequeno (coisa praticamente impossível porque não havia muitos mais baixos que eu), ter negado dar o telemóvel a um professor (coisa totalmente impossível porque nem sabia o que era um telemóvel), ter atirado com uma cadeira a um contínuo (ainda mais impossível…levava com uma mesa antes de sequer tocar na cadeira)…mas nada disto. A minha progenitora foi chamada porque eu “decidi” despejar um extintor, metade para cima de um colega e outra metade para o ar (é caso para dizer que só se perdeu a metade com que eu não acertei no colega).
Isto podia ser um grande acto de vandalismo, não fosse o facto de que eu pensava que aquela porcaria tinha a argola de segurança que impedia aquilo de funcionar, mas algum burro a tinha tirado e pimba, lá se foi um extintor. Mas ainda hoje eu penso que se tivesse feito aquilo propositadamente agora me podia orgulhar, quiçá até ter tatuada no braço esquerdo a imagem de um extintor…e tudo seria diferente.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Era uma vez um vidro

Depois de ter falado na fantástica porta de vidro da biblioteca, eis que surge um post que me foge outra vez para os vidros. E isto porquê? É que o meu relacionamento com os vidros nunca foi muito bom e nestes últimos tempos a tendência tem sido para piorar. Depois de ter tido uma infância em que os meus fortes pontapés de pé esquerdo acabavam invariavelmente por atingir uma das janelas da garagem, eu cresci, e prova disto é que em vez de partir vidros com bolas de futebol abdiquei disso e toca a parti-los directamente com o pé (esquerdo, está claro).
Estava eu compenetrado a jogar Counter Strike (uma porcaria de um shooter) quando dou por mim a falhar 4 tiros (4!) e a levar um tiro no meio da testa logo a seguir. Ora eu sou forte, mas não o suficiente para manter a calma num momento destes, e não fui de modas, levantei-me, dirigi-me para a varanda e pumba (este “pumba” traduz não só o pontapé em si como o facto de ter ficado com um bocado de vidro espetado no pé e, consequentemente, com a pantufa e a meia furada).

E eu até podia pôr aqui uma foto deste estúpido acontecimento, mas assim correria o risco que a minha irmã a usasse para me acusar à minha Maria e não vale a pena. Não é mana?

segunda-feira, 22 de março de 2010

Avaliações (in)justas

Na semana passada tive uma noite memorável. A sério, é que foi mesmo daquelas noites que não vai dar para esquecer nunca na minha vida. É que eu depois de 12 anos a ser avaliado até já me habituei, e mesmo que às vezes ache as avaliações injustas nunca tive grandes razões de queixa (tirando aquele fdp de análise…grrrrrrrrrr), mas nesta noite fui mais avaliado que nos 12 anos. Chamaram-me maluco, doido, atravessado, e até aqui tudo bem, para mim foram elogios. O pior foi quando a certa altura eu ia muito bem no meu caminho e passa um grupo de pessoas e uma delas comenta: “Só pode estar bêbedo!”. O quê?? Bêbedo eu??
Bem mas vamos voltar atrás na história e ver o que precedeu (bonita palavra) este atentado à minha pessoa. Ora, tudo começou com o Glorioso a ganhar em Marselha. Obviamente que isto faz um rapaz ficar contagiantemente alegre. Depois disto jantarada e, obviamente também, jantarada para ser jantarada tem que ter líquidos de natureza alcoólica (mas esta informação é insignificante). E, seguidamente a tudo isto, toca a ir para a noite, mas como não era uma noite como as outras, toca a ir para a noite de calções, t-shirt e havaianas, só para ser diferente. E é que nem estava a chover muito e o frio também não era assim tanto. Porque me terão chamado bêbedo? Mas vá, antes bêbedo que psicótico!

quarta-feira, 3 de março de 2010

Ataques zombi

Eu não queria, a sério que não queria, mas a estupidez mórbida que possuo não me permite evitar começar um novo espaço neste blogue dedicado às minhas aventuras e desventuras. É que é como se não bastasse a parvoíce que demonstro em cada uma dessas situações e ainda venho para aqui falar sobre isso…só tenho um nome para isto: estupidez ao quadrado.
Então não é que há umas noites atrás dei por mim a acordar a meio da noite sem lençóis nem cobertores por cima? Okay, nada de especial não acham? Foi o que eu achei e nem me dei ao trabalho de tentar arranjar uma justificação para isto, puxei tudo para cima e pimba, continuei a dormir. O que é giro, mas mesmo giro (para além de ser estupidamente parvo), é que de manhã algumas coisas tinham mudado cá por casa: a chave do meu quarto, normalmente na parte de dentro da porta, tinha passado para o lado de fora e, ainda mais giro, apareceu misteriosamente um rolo de papel higiénico (já sem papel) em cima da mesa da cozinha.
Conclusão:  foi mais um ataque se sonambulismo (segundo da minha vida, que eu saiba), coisa que por si só já é parva, mas ainda mais parvo foi eu ter-me levantado, a meio da noite, abandonando a minha quente caminha, para fazer porcarias sem qualquer utilidade! É que se me tivesse levantado e tivesse ido limpar a cozinha, ou o chão do quarto, quiçá até as casas de banho, ainda vá. Agora assim mais valia mesmo ter ficado quieto.