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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Preview de uma partida anunciada

O mundo é decididamente um lugar estranho. Este blogue também, uma vez que não se passa aqui nada de relevante desde que... abriu. Mas assim de repente, é tempo para um post que vem carregado daquelas imagens com quotes bonitas que roubei por esta internet a fora.



No dia 7 de Setembro de 2014 estava eu a abandonar Portugal pela primeira vez que me lembre, em direção a Budapeste. Começava a aventura do voluntariado em Arad (Roménia) que tinha desde o início todas as condições para mudar completamente a minha vida. Assim foi.

Entretanto, no dia 23 de Fevereiro de 2015 estava em Bucareste a iniciar uma nova aventura, agora profissional, que desde o início tinha um fim planeado.



E esse fim chegou naturalmente. Daqui a exatamente 3 semanas, exatamente 1 ano e meio após sair de Portugal pela 1ª vez (que me lembre), chegarei a Lisboa. E desta vez é com um bilhete one-way.



O que raio é que vou fazer? Comer à grandeeeeeee! :) Para além disso, ainda não sei bem. Existem neste momento 3 possibilidades:

1. Tirar uma espécie de ano sabático para desenvolver um projeto pessoal (que dependeria do financiamento que conseguisse arranjar);
2. Arranjar emprego em Lisboa, preferencialmente no Maior de Portugal (ou noutra empresa qualquer que me dê emprego. Eu até sou um gajo porreiro);
3. Emigrar para outro país que não a Roménia (Inglaterra ou Irlanda na linha da frente).



Ah, existe ainda uma possível outra opção:
4. Deprimir, perder a esperança no meu futuro e afundar-me numa vida de alcoolismo. Vantagem: nunca mais desfazer a barba.

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Um post mais non-sense que o habitual

Isto de estar muito tempo sem aqui escrever é sinal de uma de duas coisas: andar deprimido e não ter paciência para isto ou andar todo contente e esquecer-me. Ora bem, nem sei qual das duas será desta vez. Apostemos num 50%-50%. By the way, eis que é sexta-feira 13.


A verdade é que com o aproximar de 2016 começo a sentir cada vez mais a necessidade de mudar a minha vida novamente e correr atrás daquilo que quero profissionalmente. Apesar de estar feliz aqui, e acima de tudo estar estável, não é aqui a fazer o que faço que deveria estar.

E pronto, este post fica assim que não me apetece escrever mais. Este fim-de-semana vou passear e no próxima vou até Roma. Portanto, que se coza isto.

sábado, 31 de outubro de 2015

Novembro: um mês do caraças


Apesar de os últimos meses já terem sido fortemente nesta tendência ("No Shave"), Novembro é Novembro! Portanto toca a ultrapassar os limites da normalidade e a ser detentor de uma barba bem farta, no estilo I don't give a sh#t!

Para além disso, Novembro será também o mês sem açúcar. Porquê? Bem, vi o vídeo destes gajos e decidi que ia tentar. Os chocolates e doces nem me farão muita falta, mas o facto de não poder beber sumo (sem ser natural) vai dar comigo em doido! Mas fuck it, é mais um desafio.


(a parte do álcool ainda não é certa. Vou ponderar)

E como não há duas sem três, Novembro será também o mês do Insanity. Já ando ao tempo para começar o programa e é desta que o vou fazer. Para quem não sabe o que é, logo escreverei sobre isso.

sábado, 3 de outubro de 2015

București: Micul Paris

Hoje vou-me alongar um pouco mais, visto que ultimamente os posts por aqui pouco ou nada têm prestado. Para além disso, amanhã vou correr a minha primeira meia maratona e existe a possibilidade de não sobreviver para contar a história.


E vou-vos escrever sobre os meus últimos 6 meses passados pela capital romena: București. Por não ser uma cidade que entre normalmente num roteiro turístico europeu, pouca gente sabe algo sobre esta aglomeração de quase 2 milhões de habitantes.




Apesar de ter estado pela Roménia durante 5 meses, aquando do meu voluntariado, nunca tinha tido oportunidade de visitar Bucareste, portanto a primeira vez que cá estive foi mesmo quando o avião aterrou no Aeroportul Internațional Henri Coandă, na noite de 22 de Fevereiro.

Nessa mesma noite passei pela Gara du Nord, ou seja, pela principal estação de comboios da cidade (foto acima), o que contribuiu em muito para a minha péssima primeira impressão de Bucareste. O que pensei na altura, recordo-me, era que aquilo mais parecia um barracão abandonado (hoje não penso o mesmo, e até é um dos locais que mais irei recordar).



O dia seguinte à chegada foi mais uma catástrofe em que nada me correu bem e em que pensei, dezenas de vezes, porque raio tinha voltado para a Roménia. Felizmente que a partir daí tudo foi melhorando, fazendo com que hoje possa afirmar que tomei a decisão certa ao voltar para este país.

Mas voltando à capital, Bucareste é uma cidade estranha. Marcada pelo período comunista de Ceauşescu, é uma cidade de extremos e variantes. São vários os prédios degradados e os edifícios com aspeto pouco habitável, no entanto são também vários os monumentos e os parques de fazer inveja a qualquer cidade europeia.


É acima de tudo uma cidade que está a evoluir, muito pelo impulso europeu, mas que continua fiel àquilo que sempre terá sido. Há pobreza e dificuldades, é certo, mas está longe de ser o fim do mundo que muitos pensam que é. Para além disso, é uma cidade segura. Nunca, até hoje, tive qualquer problema, nem sequer nas várias vezes em que me perdi em ruas com aspeto perigoso a meio da noite. Para além disso, o que não faltam para aqui são seguranças.


Bucareste é uma cidade gigante, cheia de prédios e pessoas, no entanto tem uma imensidão de parques com lagos e espaços verdes. Para além disso, todos esses parques estão direcionados para o exercício físico, com equipamentos para fazer ginástica e pistas de ciclismo/corrida bem marcadas.


O que não faltam são restaurantes e bares, sendo que aqui tem destaque o Centrul Vechi, parte mais antiga da cidade e onde se centra a nightlife da cidade. Jantar num restaurante de 'classe' (maior parte dos restaurantes por aqui são de muito boa qualidade) faz-se por cerca de 30/40 RON (7/8 euros). Já uma cerveja, que aqui se serve normalmente em doses de 500ml, custa entre 6 e 12 RON (2/3 euros), dependendo do bar em que se entra.


Quanto à noite a sério, aqui não se paga entrada para ir a um bar. Vai-se, vê-se e bebe-se, se se quiser. O que não falta é oferta e passar de um espaço para outro é uma questão de minutos. 


Last but not least, e focando o ponto sobre o qual o indonésio se deve estar a questionar, passemos às mulheres em Bucareste. Para não me alongar muito, diguemos que se eu ainda estivesse naquela fase da minha vida em que me apaixonava diariamente, teria graves problemas. Apenas no percurso de metro, que dura 15min todas as manhãs, iria certamente apaixonar-me mais de 5 vezes. P.S. Era para pôr aqui fotos, mas parecia mal.

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Um post em que até parece que tenho algo sobre que escrever

Isto hoje começa logo com boa música, que é para começar bem a semana: 



Quanto à minha vida, que mesmo não interessando a ninguém lá vai trazendo aqui alguns visitantes (por engano, certamente), pouco há a contar, para além do passeio de fim-de-semana que me conduziu até este bonito lugar:



Rei que é Rei tem que ter um castelo, eu bem sei! Mas por enquanto ainda não tenho condições financeiras para fazer um investimento desta dimensão. Lá virá o tempo (off-topic: pareço um pouco gordo, mas não estou).


Entretanto, daqui a pouco mais de um mês, vou dar um saltito à cidade que tem mais habitantes que o meu próprio país. Engraçado como calhei a comprar o bilhete de avioneta para regressar à Roménia no dia 19... sendo que 3 dias depois o Maior de Portugal vai jogar naquela cidade! Damn it!

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Um post mais em condições e sem vinho

Dada a enorme onda de queixas ao último post (pelos vistos um gajo "criar" garrafas de vinho não é nada de especial), decidi avançar assim de repente para mais um post. Para além disso tive demasiados likes na partilha que fiz no facebook (ZERO LIKES PORRA), portanto que se lixe.

Antes de tudo, uma história que prova que essa coisa dos estudos é sobrevalorizada. Sigam este link e deixem lá os livros um pouco para começarem a viver (caso não tenham reparado, hoje estou a escrever para duas pessoas em vez de escrever apenas para o gajo da Indonésia).

(agora carreguem no play na música a seguir, fechem os olhitos e sintam caraças)



Quanto aos últimos dias vividos aqui por Bucareste (já que parece que os posts por aqui são mais interessantes quando falo da minha triste vida), têm sido uma animação.

Primeiro, porque a minha residência se abriu ao maravilhoso mundo do couchsurfing (maravilhoso até me roubarem o portátil e o tablet e me sacarem um rim enquanto durmo). E para além, porque tive também alguns amigos aqui hospedados ultimamente.


Segundo, porque continuo a fazer horas extra com fartura lá na empresa, sendo que neste último sábado deveria ter ido trabalhar mas... estavam os Dubiosa Kolektiv no Herastrau num concerto gratuito. Quem são? São os gajos que cantam esta música:



Portanto, fui trabalhar no domingo (tal workaholic!). Mais 8 horas demonstrativas do quão empenhado e boa pessoa sou (ninguém me valoriza anyway, mas assim ganho mais uns tostões).

E pronto, para a semana já faço um post em condições, com fotos aqui da cidade e tal.

domingo, 26 de julho de 2015

Até parece que a Roménia é só ciganos

Depois de mais de uma semana de hibernação, eis que há um post nesta espelunca espécie de blogue. E, desta vez, até que é um post com conteúdo. Vamos lá então!



Comecemos então pelo último fim-de-semana, em que me desloquei até ao litoral para me apresentar ao Mar Negro que, estranhamente, nem é nada negro. Para além do facto de em Constanța as praias serem com terra em vez de areia (okay okay, it’s not so bad), é fácil de perceber qual o momento a recordar daquela cidade: aquela moça da esplanada, coza-se! Como disse na altura em que a vi: bruuuuueueeeueue!



Quanto a Mamaia (isso mesmo: MAMAIA!), que é basicamente a praia mais famosa e turística deste país, tem areia mas nem sei ao certo para quê. Tem cadeiras para alugar desde o início do areal até ao início do mar! É impressionante! Para além disso, são muitas as latas/garrafas de cerveja que se podem encontrar abandonadas no areal. Não gostei! 100 vezes Constanța (que se lê Constança)!

Saltando para o fim-de-semana seguinte, mais propriamente para quinta-feira, eis que surge uma das mais singulares histórias que certamente levarei deste país.

Fui até ao meu antigo apartamento (que fica a 10min a pé do atual) para entregar as chaves ao senhorio. Quando estava a regressar, uma rapariga aproximou-se de mim a dizer qualquer coisa em romeno. Prontamente lhe pedi para falar em inglês ou espanhol e ela escolheu a primeira opção.

Apesar de ser num inglês arcaico, lá me explicou que tinha um “big problema” e precisava de fazer uma chamada. “Na boa”, disse eu. Dei-lhe o telemóvel e ela lá fez a chamada, não obtendo do outro lado a resposta que procurava. Acabou por desligar e explicar-me que tinha “finish with the boyfriend” (ainda pensei que o tivesse morto) e que agora não tinha onde ficar.

Resposta do Danielzinho: “Relaxa. Eu moro aqui perto, portanto se quiseres podes ficar comigo. Não te vou fazer mal e ainda te ofereço o jantar” (caraças, foi mesmo assim, mas em inglês). E ela lá veio, aproveitando para me contar mais algumas coisas durante o caminho.

Basicamente, e resumindo a complexa e hardcore história da vida dela (23 anos):
- tinha fugido de casa dos pais para ficar com o namorado há 2 anos atrás (uma vez que toda a família era contra a relação);
- tinha um filho de 3 anos, fruto de outra relação, que já não vê há 1 ano e que agora está com o pai, que entretanto saiu da prisão;
- estava grávida novamente, sendo que quando contou ao namorado, ele lhe disse para ela “tratar disso”. Ela pediu-lhe dinheiro, mas ele não lhe deu (segundo palavras dela, a discussão que originou o fim do relacionamento foi esta. O rapaz tinha dinheiro para cerveja, mas não tinha dinheiro para pagar o aborto);
- chamava-se Niko Nikoleta ou o caraças (segundo o facebook que ela me mostrou), o que daria um excelente nome para um craque da bola.

However, cá jantou e cá dormiu, acordando-me na manhã seguinte para me pedir o telemóvel e ligar à irmã. Dei-lhe uma tigela de cereais e a filha-da-mãe deixou-me mais de metade (MAIS VALIA NÃO TER ACEITE, CARAGO!). Entretanto foi comigo de metro para depois ir à vida dela, sendo que ainda lhe dei um dinheirito porque ela não tinha.

Na despedida, disse-lhe para ter juízo e que estava na altura de começar a pensar um bocadinho na vida. Espero que tenha dado resultado. Ela ligou-me, nesse mesmo dia, umas 5 vezes. Hoje outras duas. Mas não atendi, porque o meu trabalho está feito.


Em suma: nesta noite dormi com um olho no portátil/tablet/iphone e outro na cigana! :D

E voilá, a história da sexta (que também é bonita) fica para o próximo post.

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Um regresso anunciado

Estão a ver aquele aviãozito ali em cima, a ir no sentido da capital romena? Daqui a exatamente duas semanas o aviãozito irá em sentido contrário, em direção à capital portuguesa. Serão, oficialmente, as minhas primeiras férias em Portugal como emigrante (não daqueles que levam meias brancas, terços ao pescoço e símbolos da FPF colados em todo o lado).

Se estou ansioso? Admito que sim. Será o regresso ao meu país depois de mais 5 meses na Roménia e para além disso gosto de viajar e de o fazer de aviãozito. Anyway, estou certo que quando chegar a hora de voltar a Bucareste, não me custará muito dizer adeus. Afinal, atualmente a minha vida é aqui.

E são vários os objetivos para esta curta paragem em terras lusas:

- Ir partir umas janelas a casa de um gajo que me deve dinheiro e furar-lhe os pneus da carrinha. Depois, receber o dinheiro;

- Fazer o melhor vídeo da história dos vídeos, que deverá tornar-se numa das cenas mais virais da história das histórias (dentro do contexto territorial em que se insere);

- Tratar de uns quantos cartazes e cenas que têm que ser tratadas;

- Comer marisco, caracóis e beber uma quantidade ilimitada de cerveja;

- Voltar à Roménia com mais dinheiro com que aquele que de cá saio (easy!) :p 

- E cenas daquelas relacionadas com famílias e amigos e tal, o costume.

sábado, 11 de julho de 2015

Cenas sem interesse nenhum, mas é que mesmo nenhum


Para além de pretender mostrar a má qualidade da câmara do meu novo telemóvel, esta foto pretende ainda iniciar o tema que vos trago hoje: a visita do coiso aqui a Bucareste. Obviamente que isto nem foi motivo de alegria nem nada que se pareça, e apesar de ter recebido um convite, nem sequer compareci.

Aliás, ainda ponderei ir mas acabaram por me dizer que tinha que vestir um fato e eu não estou para isso. Para além disso, caso tivesse ido, iria apenas porque houve neste evento um pequeno concerto da Ana Moura, fadista que me agrada (e que acabou por iniciar a noite a dizer que estava muito contente por estar na... Bulgária! Damn!).

Claro que o grande destaque foi o Presidente a desejar um 'bom óó' na partida. Sinceramente... Há gajos que, após provas e mais provas de imbecilidade (ou senilidade), continuam a deixar-me boquiaberto (tenho que deixar isto assim vago, ou ainda tenho que pagar uma multa).

E agora, vídeo da semana ou o caraças.



ok-rivera by NetzArchive

terça-feira, 30 de junho de 2015

O Dias continua Dias, mas um Dias diferente

Novo design ontem, vídeo motivacional hoje… isto anda mau aqui para os lados da Estupidez.


Anda lá agora pá. Isto anda bom caraças, anda que é uma categoria, tanto que o “Dias de Estupidez” vai mudar novamente de estilo, passando os vídeos a serem mais raros (YEAH!) e voltando aos tempos dos textos. E sim, serão textos potencialmente estúpidos, no entanto, “nem só de estupidez vive o Homem!”.

Portanto haverá mais posts sobre viagens (espero!), mais vídeos musicais e posts reflexivos (não só posts que irão refletir a minha estupidez, como também alguns que irão refletir os meus pontos de vista sobre determinadas coisas). Em suma: se isto já não tem visitantes agora, não passará certamente a tê-los! 

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Quando o telefone de um emigrante toca

Depois de praticamente 10 meses longe do meu país e dos meus, chegou finalmente a altura de escrever sobre isto que é “ser emigrante”. Demorou até entranhar esta ideia, de que saí do meu país sem data prevista para voltar, de que fugi do que tinha (ou não tinha) para procurar algo melhor a 3000 km de distância.

Não me arrependo. Estou certo de que sair de Portugal foi a melhor decisão que tomei na minha vida, não só por ter sido fundamental para me voltar a sentir “eu”, como também em termos profissionais. O meu país fechou-me demasiadas portas, teimou em mostrar-me que aquela certeza que eu tinha, de que “para os melhores há sempre lugar”, mais não é que uma fancy phrase.

Um dia, provavelmente, irei voltar para lá…. Ou talvez não. Se houve tempos em que ficava reticente com a ideia de sair de Portugal, agora fico reticente com a ideia de regressar. Estou, e isto tem-se vindo a tornar mais forte com o passar dos dias, chateado com esse país. Mas pronto, um dia isto passará.

E isto de “ser emigrante” é, acima de todas as descrições possíveis, um misto de sensações. Por um lado tive a coragem de virar as costas a tudo e vir para o outro lado da Europa, sem qualquer garantia de que me iria adaptar. Por outro, tenho a minha vida toda a mais de 3000km de distância, ou pelo menos aquela que era a minha vida.

Mas aquilo que me custa mais nisto de estar longe é aquela aflição que toma conta de mim cada vez que o telemóvel toca. Ao início era inconsciente e nem me dei conta do que significava, agora percebi. Cada vez que ouço o início do toque de chamada fico com o coração nas mãos, literalmente. O mundo cai-me aos pés e fico paralisado por segundos antes de reagir. Porquê? Por medo. Medo que chegue uma má notícia, medo de ser obrigado a correr para o aeroporto e a comprar o primeiro bilhete de avião para Portugal, medo que tudo desmorone…

Esta é, indubitavelmente, a pior coisa de ser emigrante e uma sobre as quais não tenho qualquer controlo, o que a torna ainda mais insuportável. Resta-me esperar que o telemóvel toque poucas vezes e que não toque nunca para confirmar o desmoronamento do mundo que venho a construir.

Outra coisa sobre ser emigrante e, mais concretamente, sobre sê-lo na Roménia, é que ao contrário de países como a França ou a Suíça, aqui a comunidade portuguesa é mínima. Não vejo isto como algo mau, até pelo contrário, uma vez que se se está no estrangeiro, convém fazer a vida como um, mas a experiência é totalmente diferente daquela de que maior parte dos portugueses tem por este mundo fora.

Por último, falando no país que me acolheu, tenho pena que maior parte das pessoas não faça ideia do que é a Roménia. Fiquem com este vídeo para contemplarem só um pouco do que este país tem para oferecer:

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Uma história sobre traições @everywhere

Quem me conhece sabe que sou um apaixonado crónico, demasiado apaixonado até. E se houve coisa que nunca compreendi nesta vida, mesmo que não me tenha esforçado muito para compreender, são as pessoas que traiem aqueles que (supostamente) amam. Aliás, a sinceridade sempre foi das características que mais valorizei numa pessoa, muito por este mundo se ter vindo a tornar nesta porcaria cheia de falsidade e hipocrisia.


E isto para chegar onde? Aos acontecimentos dos últimos dias e, sobretudo, do dia de hoje. O Jorge Judas Jesus já foi confirmado como novo treinador do Esportiva. E se por um lado me estou bem a marimbar para ele e para o clube que agora representa, assim como estou contente por não ter um gajo a ganhar um salário absurdo no meu Benfica, estou também inconformado.

O Esportiva pode ser o clube do coração dele e tudo mais, mas há toda uma panóplia de falhas de caráter e faltas de respeito nesta história, pelo que me é impossível aceitá-la. Primeiro, o tratamento incompreensível dado ao Marco Silva. Mas pronto, isso é lá da responsabilidade dos #VocêsSabemLá. Segundo, e mais grave, pela falta de consideração do Judas Jesus por um colega de profissão (mesmo colega que, quando questionado acerca da possibilidade de ir para o Benfica, respondeu apenas: "O Benfica tem treinador"). E terceiro, e ainda mais grave, pela falta de noção que o animal do Judas Jesus tem.


Okay, ele obteve bons resultados e tal, mas deveria lembrar-se que provavelmente ainda estaria a treinar os Aroucas desta vida não fosse o Maior de Portugal. Também deveria lembrar-se da carrada de bonecos de treino que vieram lá das Américas, muito porque ele assinou o PFC e tinha que trazer uns quantos de lá.

Sumariando: se todos estes anos me orgulhei de ser Benfiquista, apenas Benfiquista (e não anti-qualquer-coisa como os adeptos do outro lado da 2ª circular), para o ano serei Benfiquista novamente, mas com uma boa dose de anti-Judas-Jesus (anyway, sempre fui um pouco contra a religião). #RumoAo35


Quanto ao Esportiva, é indubitavelmente um clube diferente: consegue ter um dos mais bem pagos treinadores do mundo e ao mesmo tempo não ter um pavilhão para as modalidades.

E agora, que venha um treinador benfiquista que estou farto de abutres. Era gajo de dizer a célebre frase do "Esportiva, nunca acabes!", porque realmente são um clube engrassade, mas parece que se encaminham para o abismo à força toda. Btw, este fim de semana é tempo de começar a ganhar mais um campeonato. #CarregaJoelRocha