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terça-feira, 20 de setembro de 2011

Viva o arquipélago

Começo este texto com uma bonita frase: «Se fosse para fazer tudo no papel, nem eram preciso governos.» Devem-se ‘tar a perguntar o que raio significa isto, portanto eu vou passar a explicar: há 17 anos atrás, algures em 1994, um homenzito disse esta frase referindo-se ao endividamento oculto. E o que é endividamento oculto? Pois bem, vamos fazer de conta que a empresa do Ti Manel Acácio contrai uma dívida de 1000 euros no ano 2010, só que como não lhe dá muito jeito dar conta dessa dívida no relatório de contas desse ano, ele pimba, guarda a dívida numa gaveta. Uns anos mais tarde, o Banco de Portugal e o INE vão dar volta às gavetas e encontram-lhe a dívida, e pumba, o Ti Manel Acácio ‘tá lixado.
Agora é só adaptar o exemplo do Ti Manel Acácio a outro mais actual, ignorar aquela parte de ele «tar lixado», e somar aos 1000 euros mais uns milhõezitos. Mas obviamente que nem tudo é assim tão simples, e o coitado do Ti Manel Acácio nem teve intenção de deixar a dívida a apodrecer na gaveta e nem podia ‘tar a parar as obras (mesmo não tendo dinheiro para as pagar). Ah e para além disso o Ti Manel Acácio é um homem de raciocínio inteligente, portanto: se Portugal perdoou dívidas às antigas colónias depois do 25 de Abril, também tem que perdoar dívidas agora. Lógico não é?
Concluindo: escrevi como o catano sobre um gajo sem sequer escrever o nome dele, e esse gajo, mesmo depois de ter feito o que o Ti Manel Acácio fez, vai voltar a ganhar umas eleiçõezitas de brincar. E pronto, venham de lá esses impostos…

domingo, 5 de junho de 2011

Eleições de 5 de Junho

Como o «Dias de Estupidez» não é só um blogue parvo, mas também um meio de eu «despejar» as minhas frustrações, hoje o post é totalmente dedicado à política, ou seja, pouca gente o vai ler.

Num dia em que o PSD se confirmou como vencedor das Eleições Legislativas, sendo assim Pedro Passos Coelho eleito novo Primeiro-Ministro, decidi revelar aqui algumas das minhas opiniões (muito embora saiba que isto não interessa a ninguém). O facto de um «senhor» que só consegue tirar um curso aos 37 anos numa faculdade privada e cujas ocupações profissionais pouco me parecem ter a ver com as suas capacidades, chegar a Chefe de Governo nem me merece comentário. Depois, o facto de um «senhor» que revelou, por mais que uma vez e na praça pública, falta de respeito para com a população, vencer um sufrágio democrático, merece-me o mesmo comentário do ponto anterior.
Como podem perceber (se é que está alguém a ler isto) prevejo, infelizmente, o pior futuro para Portugal. O resultado destas eleições não só garante que o país se afunde (espero estar enganado) como levou à demissão de José Sócrates como Secretário-Geral do Partido Socialista (demissão essa acompanhada por aplausos e gritos efusivos vindos da sede do PSD). Não fosse já mal que chegasse Portugal perder o melhor Primeiro-Ministro de que tenho memória e ficar nas mãos de quem fica, e ainda perde um representante que colocou sempre Portugal em primeiro lugar, um representante que revelou que na política não existem só «mandriões» e um representante que tudo fez para tornar Portugal num país melhor.
Infelizmente o povo português não soube reconhecer os esforços levados a cabo nos seis anos em que José Sócrates governou o país e parece acreditar (utopicamente) que todos os males do mundo são culpa do ex-PM. Perceberão (mais uma vez espero estar enganado) que o pior está para vir, e que ao eliminarem «aquele» que se esforçou por «Defender Portugal» não mais fizeram que abrir as portas a todos aqueles que com o País... pouco se importam.

De tudo isto fica o discurso emocionado e emocionante de José Sócrates, ficam as suas palavras a agradecer ao País a oportunidade de servir Portugal e deverá ficar, para a posterioridade, um «Obrigado» dos portugueses por terem tido o orgulho em serem governados por tão grande Homem.

P.S. [1]: uma nota para o discurso oco de Passos Coelho e para o seu «óptimo» inglês;
P.S. [2]: uma nota também para o discurso de Paulo Portas que me surpreendeu pela positiva;
P.S. [3]: de referir ainda que eu não tenho ligação a qualquer partido.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Lápis com borracha na ponta

Como existem coisas que mudaram o mundo para pior (Just Girls, Pinto da Costa e José Castelo-Branco), também houve coisas que tornaram tudo muito melhor, como por exemplo o lápis com borracha na ponta. É que vocês já pensaram, mas é que já pensaram bem, na grandeza que é um desses lápis? É uma espécie de yin-yang, é como ter a bondade de um lado e a maldade do outro, é como ter o Fernando Nobre apartidário do lado que escreve e o Fernando Nobre democrata do lado que apaga. É simplesmente fantástico, poder escrever e depois, com um simples girar, poder apagar o que se escreveu. Acho que ter um lápis assim é apenas equiparável a ter a varinha que o Voldemort tirou do túmulo do Dumbledore (spoiller do “Harry Potter and the Deadly Hallows Part 1”).

Notas sobre este estranhamente pequeno texto:
Nota 1: não sei se repararam mas etiquetei as Just Girls, o Pinto da Costa e o José Castelo Branco de “coisas”;
Nota 2: um aviso de spoiller vem sempre antes do mesmo e não depois como eu fiz. Espero ter estragado o filme a alguém (não espero nada, longe de mim tal coisa);
Nota 3: infelizmente acho que não tenho nenhum lápis com borracha na ponta. :(

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Pós-eleições


Agora, que 'tá o Cavaco reeleito, alguém que dê um tiro a este okay?

Post Scriptum [1]: aproveito para dizer que fiquei muito triste por ninguém se ter mostrado na disposição de responder à pergunta que fiz na imagem do post do dia 23 de Janeiro.
Post Scriptum [2]: acaba de acabar (que bonito!) o dia mais deprimente do ano, segundo o psicólogo Cliff Arnall. Podem ler o artigo sobre isto aqui.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Politiquices e tudo mais



Este blogue é tão maravilhoso, mas tão maravilhoso, que até já tem vídeos para introduzir o assunto principal do post. E isto porquê? Basicamente, deu-me para isto. Para além disso, são estas e outras atitudes da massa política que me levam a apoiar as bruxas e cartomantes romenas.



Uma dúzia de bruxas prometeram juntar-se, ir até ao rio Danúbio, e pumba, toca a lançar um mau-olhado aos governantes romenos para que o mal caia sobre eles. A razão para isto é simples: o governo decidiu cobrar a estas "profissionais" os 16% de imposto sobre o rendimento que são habituais naquele país, no entanto o bruxedo 'tá todo contra esta medida dizendo que "praticamente não ganham nada".
Há até uma bruxa, de nome Bratara Buzea, que prometeu chegar mais longe e revelou ainda que estava a ultimar um feitiço cuja receita é composta por um cão morto e excrementos de gatos, ou seja, vai sair dali uma bela m#rda!




Post Scriptum [1]: para quem não 'tá familiarizado com o termo "mau-olhado" aconselho a visita deste site aqui.
Post Scriptum [2]: depois da leitura de tudo o que encontra no site que referi acima e depois de constatar que a frequência de matemática me correu terrivelmente mal... concluí que alguém me lançou mau-olhado.
Post Scriptum [3]: como eu tou a escrever sobre isto como se nada fosse, é possível que me venham a acontecer coisas horríveis nas próximas horas.

domingo, 10 de outubro de 2010

Aplausos? Sinceramente...

No outro dia estava eu muito bem a ver o telejornal quando, chegada a parte dedicada à política, me deparei com estes dois fenómenos:

1º O senhor Paulo Portas (de quem um dia eu irei escrever aqui) estava algures por este imenso Portugal em mais uma campanha de difamação do actual governo e disse, logo para abrir o discurso, as seguintes palavras: “Sócrates enganou todos os portugueses…”. Ora bem, em resposta a esta afirmação o senhor Paulo Portas foi congratulado com uma imensa ovação. E o que raio é que ele disse para merecer aplausos? Até parece que deu uma óptima notícia aos assistentes, algo que todos estão felicíssimos de saber;

2º Logo depois do senhor Paulo Portas eis que surgiu o senhor Jerónimo de Sousa que, em outro algures deste imenso Portugal, protagonizava outra campanha de difamação ao actual governo. “A Coca-Cola, no seu gabinete de publicidade, tinha um dilema: ou apostava em anúncios com qualidade ou apostava em anúncios em quantidade. Optaram pela quantidade. Exactamente o que este governo está a fazer: propaganda, propaganda e mais propaganda”. Bem, mas em que planeta vive o senhor Jerónimo? Propaganda, propaganda e mais propaganda faz o PCP com a festa do Avante. E a Coca-Cola, que só por acaso é uma das maiores e mais valiosas marcas mundiais, que só por acaso é uma das empresas com melhor departamento de marketing e publicidade, não tem nada a ver com isto. Ah, mas claro que o senhor Jerónimo foi imensamente aplaudido logo que proferiu este excelente discurso. Tinha de ser.