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quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Carros

Antes de mais convém dizer que este texto não é sobre o «Carros» filme da Pixar (e que até é um bom filme), mas sim sobre carros, mesmo carros. Podia ter escolhido para título «veículos automóveis» mas achei demasiado intelectual por isso ficou assim.
Falando no assunto, aqui há uns tempos ia muito bem sozinho de carro para arranjar um empregozito para me ocupar uns dias e fazer um dinheirito e deu-me para pensar que aquela porcaria dá mesmo jeito. É que se não tivessem inventado os carros (acho que foi o Henry Ford que inventou não foi?) já imaginaram como seria o mundo? Para além de que as portagens, se existissem, seriam só para bicicletas e motas, pensem bem nisto: se não houvesse carros, as garagens seriam mais pequenas (quase como despensas) o que faria com que as casas tivessem mais espaço livre; tendo a casa mais espaço livre, os donos poderiam aproveitá-lo para construir um quarto extra; tendo a casa um quarto extra, os donos teriam mais um filho para ocupar esse quarto; e tendo os donos mais um filho, haveria mais uma pessoa a ter que pagar impostos quando fosse grande. Ou seja, mais lucros para o Estado e menos dívida pública, menor défice e maior PIB (vou ignorar o facto de que sem carros o Estado perderia fontes de receita e o facto que uma pessoa obriga a custos acrescidos para o Estado, ou seja, vou fazer de conta que esta minha teoria resolveria todos os males do mundo).

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Carros

Antes de mais convém dizer que este texto não é sobre o «Carros» filme da Pixar (e que até é um bom filme), mas sim sobre carros, mesmo carros. Podia ter escolhido para título «veículos automóveis» mas achei demasiado intelectual por isso ficou assim.
Falando no assunto, aqui há uns tempos ia muito bem sozinho de carro para arranjar um empregozito para me ocupar uns dias e fazer um dinheirito e deu-me para pensar que aquela porcaria dá mesmo jeito. É que se não tivessem inventado os carros (acho que foi o Henry Ford que inventou não foi?) já imaginaram como seria o mundo? Para além de que as portagens, se existissem, seriam só para bicicletas e motas, pensem bem nisto: se não houvesse carros, as garagens seriam mais pequenas (quase como despensas) o que faria com que as casas tivessem mais espaço livre; tendo a casa mais espaço livre, os donos poderiam aproveitá-lo para construir um quarto extra; tendo a casa um quarto extra, os donos teriam mais um filho para ocupar esse quarto; e tendo os donos mais um filho, haveria mais uma pessoa a ter que pagar impostos quando fosse grande. Ou seja, mais lucros para o Estado e menos dívida pública, menor défice e maior PIB (vou ignorar o facto de que sem carros o Estado perderia fontes de receita e o facto que uma pessoa obriga a custos acrescidos para o Estado, ou seja, vou fazer de conta que esta minha teoria resolveria todos os males do mundo).

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Corta-unhas

Este post foi escrito à 1h, enquanto vi-a o concerto dos FooFighters em Wembley pela milésima terceira vez e enquanto pensava afincadamente em alguma coisa que, perante a tristeza que me atingiu por causa do concerto, tornasse o meu mundo melhor. E podia ter-me lembrado de tanta coisa, como por exemplo de qualquer objecto esférico (vocês não imaginam o poder que um objecto esférico tem sobre mim), ou da pulseira que tenho no pulso direito (também não imaginam o seu poder), ou até da cicatriz que tenho no joelho esquerdo (que foi resultado de um bonito momento que contarei algures num futuro próximo); mas não, não me lembrei de nada disso. Do que é que me lembrei? Isso mesmo, lembrei-me disso.
Primeiro tenho a dizer que acho que os corta-unhas são objectos muito desvalorizados nos dias de hoje e que não percebo tal coisa. É que vocês já cortaram as unhas com uma tesoura? E com uma faca? E com um x-acto (aprendi a escrever esta palavra hoje)? E com os dentes? Vou partir do princípio que todos vocês são aventureiros e já usaram todos estes métodos. Obviamente que constataram que a tesoura dá pouco jeito para uma mão e nenhum jeito para a outra; a faca é muito gira, mas foge facilmente para a pele e pumba; o x-acto (aprendi mesmo a escrever esta palavra hoje) tem o mesmo problema que a faca e ainda se parte facilmente; e usar os dentes, se forem da mesma pessoa que as unhas,é um pouco porco, para além que as unhas ficam a arranhar tanto quanto as mudanças do Clio da minha progenitora quando eu me esquecia da embraiagem. Visto isto, pensem bem no valor do corta-unhas! É que aquilo é perfeito, e ainda para mais alguns até têm uma limazinha para ajustar as pontas das unhas e tudo! É quase como ter uma torradeira em que as torradas ao saírem são automaticamente barradas com manteiga (poça, c’a ganda ideia esta hein?).

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Lápis com borracha na ponta

Como existem coisas que mudaram o mundo para pior (Just Girls, Pinto da Costa e José Castelo-Branco), também houve coisas que tornaram tudo muito melhor, como por exemplo o lápis com borracha na ponta. É que vocês já pensaram, mas é que já pensaram bem, na grandeza que é um desses lápis? É uma espécie de yin-yang, é como ter a bondade de um lado e a maldade do outro, é como ter o Fernando Nobre apartidário do lado que escreve e o Fernando Nobre democrata do lado que apaga. É simplesmente fantástico, poder escrever e depois, com um simples girar, poder apagar o que se escreveu. Acho que ter um lápis assim é apenas equiparável a ter a varinha que o Voldemort tirou do túmulo do Dumbledore (spoiller do “Harry Potter and the Deadly Hallows Part 1”).

Notas sobre este estranhamente pequeno texto:
Nota 1: não sei se repararam mas etiquetei as Just Girls, o Pinto da Costa e o José Castelo Branco de “coisas”;
Nota 2: um aviso de spoiller vem sempre antes do mesmo e não depois como eu fiz. Espero ter estragado o filme a alguém (não espero nada, longe de mim tal coisa);
Nota 3: infelizmente acho que não tenho nenhum lápis com borracha na ponta. :(

terça-feira, 12 de abril de 2011

Modo Aleatório

Eu não gosto muito da Microsoft, mas a bem dizer nem tenho nada contra eles. Acho que é mais aquela coisa de o Google ser concorrente deles e eu gostar muito do Google, pelo que me sinto obrigado a nutrir uma raivazita pela empresa do Bill Gates. Apesar disso, gosto muito daquilo que a Microsoft fez e de que eu usufruo (principalmente porque não paguei por nada). E tudo isto para quê? Para escrever sobre o Windows Media Player.
Há coisas que mudaram o mundo e que merecem ser louvadas (os roupões, os cotonetes e a expressão “oi”, por exemplo), uma dessas coisas é aquela opção que o WMP oferece de pôr aquilo a reproduzir em modo aleatório, ou seja, pode começar a tocar qualquer coisa. Pode parecer uma coisa simples e até banal, mas não menosprezem (mais uma das palavras que sempre quis escrever no blogue) o poder daquele botão. Eu já constatei que aquilo tem poderes mágicos. Não acreditam? Ora bem, no outro dia ‘tava eu muito bem a escrever parvoíces (não destas do “Dias de Estupidez”) com o WMP a dar música em aleatório quando, mal acabei de escrever as seguintes palavras: “lembra-se de mim”, aquela bendita opção me deu a ouvir a música “Lembra-te de mim” do João Pedro Pais. E até podem pensar que foi uma mera coincidência, mas a minha biblioteca tem cerca de 1900 músicas e ‘tavam todas para reproduzir, e mesmo assim o WMP conseguiu “escolher” aquela!

Post Scriptum: marcam-se hoje os 1946 anos da morte daquele que um dia disse, e passo a citar: "Eu elogio a vida, não a que levo, mas aquela que sei dever ser vivida." Vê quem foi aqui.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Dinheiro

Se as moedas de 1 cêntimo mudaram o mundo (recordem aqui) imaginem só o que o dinheiro conseguiu fazer! É verdade, vocês podem nem se dar conta mas já pensaram em como era o mundo antes de alguém ter inventado esta coisa do dinheiro? Bem, já coleccionaram cromos, selos ou calendários? É que o mundo seria muito parecido àquele em que uma pessoa, quando quer uma coisa, tem que dar uma outra em troca que supostamente tem o mesmo valor, ou seja, se vocês quisessem as minhas 526 moedas de 1 cêntimo teriam que me dar qualquer coisa como todos os vossos pertences, a vossa alma e possivelmente o vosso corpo (sendo que este último seria maioritariamente para extracção e posterior venda dos rins); já se quisessem também as minhas 217 moedas de 2 cêntimos teriam que me dar ainda mais, ou seja, provavelmente os rins de todos os vossos familiares (a acrescentar a tudo o resto).
Já imaginaram o que seria viver num mundo assim? Seria quase como viver numa China diabolicamente negociativa*! Para além disso pensem nas potencialidades que isto teria nos mercados da droga e da prostituição. É que eu gostava de ver o ‘ti Manel a negociar com uma prostituta e a acabar sem a quinta, o tractor e os filhos, ai gostava gostava!

*acho esta palavra estranha... mas sempre é melhor que outras que conheço como: frigorífico, esferográfica e pão.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Gel para o cabelo

O gel para o cabelo revolucionou o mundo, mais que o rádio, o automóvel ou até que a electricidade. Não acreditam? Ora acreditem que é verdade. Imaginam o que os rapazes antigamente passavam para moldar o cabelo à sua imagem e semelhança? Eu vou-vos contar. Os rapazes cuspiam nas mãos, mas não era um cuspe qualquer. Era daquele cuspe que o Jack ensina à Rose no Titanic, aquele cuspe que se vai lá buscar ao fundo e que até faz barulho. Os rapazes atiravam isso para as mãos e depois pimba na cabeça. Esfregavam, esfregavam e depois passavam a mão pelas calças e pronto. A seguir cumprimentavam um colega que não viam ao tempo. E ou muito me engano ou foi por este descuido higiénico que surgiram muitas das doenças que hoje conhecemos.
“Oh Daniel, mas olha que não era bem assim!” Não era o catano é que não era. ‘tá bem que depois descobriu-se que a banha de porco fazia o mesmo efeito, mas acham que isso era melhor? Imaginam os porcos que foram mortos desalmadamente para que os cabelos fossem moldados? Eu não imagino, mas devem ter sido bués catano!
Ah e se ‘tão a pensar no método demonstrado no filme “There's Something About Mary” (vejam aqui a cena do filme) eu só tenho uma coisa para vos dizer: umas coisas servem para uma coisa, outras coisas servem para outra coisa.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Messenger

No regresso do espaço “Porcarias que mudaram o mundo” vou-vos falar sobre o Messenger, sim, aquela coisa de que eu tive privado durante um mês (e aquela coisa de que possivelmente vou estar privado mais um mês daqui a algum tempo).
Lembram-se de eu vos ter falado no desencanto dos roupões? Não? Cliquem aqui e leiam. Bem, com o Messenger passa-se exactamente a mesma coisa. Antigamente havia aqueles papelinhos deste género:

Hoje em dia estas coisas tratam-se no Messenger. Ou seja, se o romance “Romeu e Julieta” fosse escrito hoje seria mais parecido com o filme com o Tom Hanks e a Meg Ryan “You've got mail” (bom filme, já agora) e em vez de haver veneno haveria um qualquer trojan.
Obviamente que o Messenger também tem vantagens, embora eu neste momento não me lembre de nenhuma. A minha mente ‘tá preenchida por uma enorme quantidade de razões para essa porcaria não existir, mas vá…

Post Scriptum [1]: quando eu escrevi “Lembram-se de eu vos ter falado no desencanto dos roupões? Não? Cliquem aqui e leiam” vocês carregaram? Poça, é que eu gostava mesmo que tivessem carregado.
Post Scriptum [2]: a título de curiosidade, o tipo de letra que usei na imagem chama-se “Daniel” e está disponível para download aqui.
Post Scriptum [3]: hoje tive um momento de fraqueza em que quase não resisti a beber uma cerveja (na verdade só não bebi por ter cá só uma e por precisar de umas 10). Visto isto, e porque apanhar uma bebedeira para incentivar o esquecimento não me é possível, decidi afundar-me ainda mais no poço e deprimir ao rever o Titanic… Ai, triste vida a minha…

domingo, 21 de novembro de 2010

Palmolive for MEN (não é para meninos)

Hoje, pela primeira vez, vou escrever sobre uma coisa que mudou o mundo e nem foi há assim tanto tempo: o produto “Pure Arctic” da gama “Palmolive for Men”. Pode parecer uma coisa banal, mas se mudou a minha vida há-de ter mudado a de mais alguém. Para quem não sabe do que estou a falar, a Colgate-Palmolive (empresa que aglomera as duas marcas) tem no mercado um frasco (como o do lado) que é, ao mesmo tempo, gel de banho e champô, ou seja, em vez de uma pessoa ter 2 frascos tem apenas um.
Esta invenção incrivelmente incrível (e simultaneamente lógica) devia ser considerada uma das invenções do século e devia ser erguida uma estátua à criatura que teve a ideia. Para além disso, este produto deu-me uma ideia de junções bem parvas: um canivete que ao mesmo tempo é palito, garfo, colher, tesoura, corta-unhas, saca-rolhas, abre-latas e limador, para além de ter ainda uma caneta para o touch, um cotonete, uma agulha para encher bolas, um lápis, uma agulha de coser, uma cena para abrir fechaduras, um arame para tirar algemas, uma antena para o carro e um pauzinho de mikado (briiiiiilhaaaaanteeeeee!).

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Lençóis térmicos

Eu gosto de lã. Também gosto de ganga, flanela e até de polyester. Mas o tecido que exerce sobre mim um verdadeiro fascínio é aquele dos lençóis térmicos. Poça é que aquilo é mesmo, mas é que mesmo, fixe. Primeiro porque os lados são diferentes: um é lisinho e o outro é mais enrugado (o que faz com que eu os ponha sempre ao contrário daquilo que toda a gente faz); segundo porque aqueles mais rascos, mesmo sendo fininhos, têm uma capacidade de aquecimento do caraças. É que eu já nem imagino os meus invernos sem aquilo. E logo eu, que até tenho uns lençóis em lã com umas renas e uns bonecos de neve mesmo fofos.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Evolução

A evolução nem sempre é uma coisa positiva. Por exemplo, eu gostava de viver nos tempos em que as bruxas eram perseguidas e queimadas na fogueira, ou no tempo em que para mandar uma carta se arranjava um pombo, ou no tempo em que o Benfica chegava à final da Taça dos Campeões Europeus. Mas pronto, o destino reservou-me o tempo da Internet, esta coisa que mudou o mundo. Há umas dezenas de anos atrás não havia cá destas mariquices. Se as pessoas queriam falar com alguém pegavam na carroça e no burro e lá iam elas; agora manda-se um e-mail ou fala-se no msn (no meu caso não...e por falar nisso aproveito para vos dizer que estou bem e ainda não entrei em depressão). Já para procurar alguma coisa uma pessoa chega ao Google e por mais estranha que essa coisa seja há sempre resultados; antigamente se se queria saber alguma coisa pegava-se na carroça e no burro e ia-se a uma biblioteca dar volta a 394 livros, para no fim ficar na mesma. Mas assim é que devia ser. Gostava de ver os miúdos a fazer plágio para os trabalhos, ai isso é que gostava. É que sem Wikipedia a vida ia ser bem mais difícil para muitos jovens que andam por aí.

domingo, 26 de setembro de 2010

Bonecada insuflável e tudo mais

Uns dizem que a televisão, os telemóveis, as consolas, os computadores e a internet vieram afastar as pessoas. Dizem que antigamente as pessoas falavam mais umas com as outras (cara-a-cara) e que os sentimentos eram algo mais verdadeiro. Cá para mim não foram estas inovações que vieram “estragar” a intimidade entre as pessoas, e mais propriamente entre os casais. Antigamente um homem ia a um bar, conhecia uma senhora, fazia-lhe a corte, mostrava-lhe as suas boas intenções, ia conhecer os pais da respectiva senhora, pedia a mão da tal senhora ao senhor seu pai e casava-se. Depois disto fazia-se a procriação e nasciam os novos e amados seres. Hoje em dia já não é assim. Se um homem tem necessidade de sentir uma presença feminina a seu lado ou pega no Correio da Manhã e pumba ou então manda vir uma Roxxxy e pronto.

P.S. – Para quem não está dentro destas coisas, a Roxxxy é uma recente e inovadora robot sexual considerada a boneca mais próxima de uma mulher que já existiu. Quem estiver interessado em saber mais pode seguir este link.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Contrabando

Se há coisa que mudou completamente este mundo (sem contar com as “Tardes da Júlia”) essa coisa foi o contrabando. É que antigamente uma pessoa queria um pólo da Lacoste e tinha que passar dois anos a poupar tostões para depois dar 20 ou 30 contos por aquele farrapo; hoje, uma pessoa quer um pólo da Lacoste e o que é que faz? Em vez de ir ao café beber uma Pepsi e comer um panike de chocolate pega no dinheiro, vai ali ao Ti Manel e compra um pólo tal e qual os da Lacoste, com a única diferença que só o pode usar 3 vezes antes dele começar a perder a cor.
Para além disto, o contrabando mudou a vida de muitas crianças. Antigamente uma criança indonésia com 5 anos a um sábado de manhã vestia umas cuecas e ia para o meio da terra jogar à macaca; hoje, uma criança indonésia com 5 anos nem sabe que dia da semana é porque passa os dias todos enfiado numa barraca a coser camisolas e a fazer chinelos.

domingo, 4 de abril de 2010

Cotonetes

Há invenções e invenções, mas para mim mais importante que terem inventado a lâmpada foi terem inventado o cotonete. Estranho não é? Também achei quando esta ideia me passou pela cabeça. É que estava eu entretido a limpar o ouvido esquerdo quando dei por mim a pensar quem é que teria tido uma ideia tão brilhante e como é que esse individuo não é hoje considerado um Deus e não tem para aí santuários espalhados pelo mundo.
Ora bem, como rapazinho curioso que sou, mal acabei de limpar o ouvido esquerdo (já tinha limpo o direito) fui a correr procurar as origens desse fantástico objecto: o cotonete (que eu pensava que era feminino e afinal é masculino). E descobri catano!
A ideia foi da Johnson & Johnson e remonta a 1921. No início era para uso exclusivo em hospitais, mas em 1947 a empresa decidiu lançar o Johnson’s Cotton Tipped Applicator (que grande porcaria de nome) para o mercado, sendo que o cotonete como o conhecemos só apareceu em 1963, visto que até essa data em vez de ser em plástico era em madeira.
E já que agora se anda a discutir o estatuto do aluno, porque é que ensinamentos desta envergadura intelectual não nos são transmitidos na escola? Raios partam o Governo!

terça-feira, 9 de março de 2010

1 Cêntimo

Apesar de a maior parte das pessoas as atirar para o catano sem dó nem piedade, a verdade é que as moedas de um cêntimo mudaram o mundo. Não acreditam? Então ora vejam: se estas moedinhas mulatas não existissem já imaginaram o valor que o dinheiro teria? Primeiro, maior parte das coisas seria mais cara, já que em vez de ser €0.99 seria €1…uuuuuuuuuh, que diferença do caneco dizem vocês, mas de migalha a migalha ganha o pombo o papo. Segundo, sem elas as pessoas teriam que dar sempre uma moeda maior na missa, e mesmo que dessem 2 cêntimos temos que ver que por duas moedas de 1 cêntimo uma pessoa ia duas vezes à missa, com uma moeda de 2 cêntimos só se lá vai uma vez. Terceiro, como seria a vida daquelas pessoas sem vida social que fazem colecção de moedas de um cêntimo para dar sentido a uma vida que é totalmente inútil e desnecessária? É que eu já vou nas duzentas (200) moedinhas de 1 cêntimo e é isso que me faz acordar todas as manhãs com um sorriso de orelha a orelha!

sexta-feira, 5 de março de 2010

Roupões

Normalmente as postagens neste blogue são todas imensamente parvas e sem sentido, no entanto tenho o pressentimento que nesta todos os níveis de estupidez vão ser excedidos.
Mas primeiro tenho que vos situar. Estava eu sentado, mais ao menos ao centro da cama, a ouvir a “Laranjas e Bananas” do Panda vai à escola pela quarta vez consecutiva, quando o meu pensamento parou (se é que não está sempre parado) nos roupões, sim, nos roupões. Que raio, pensei eu. Estou aqui eu a ver animais a cantar e acabo a pensar em roupões? Bem, mas pronto, o meu pensamento tem razões que eu próprio desconheço.
Quem é que foi o animal que inventou os roupões? Antigamente as pessoas saiam do banho e enrolavam-se numa toalhazinha, podia não dar muito jeito mas o que é que isso importa? Havia sempre a esperança de que a toalha caí-se, coisa que acontece com regularidade a burros como eu que não sabem enrolar aquilo. E ora essa, não era giro pensar essas coisas? Tenho a certeza que pensamentos assim fizeram da infância de muitos rapazinhos algo de muito mais animado. E agora, com os roupões, como vai ser a infância dos nossos filhos? É que ter esperança de que o roupão se desate milagrosamente, se abra, escorregue pelo corpo e caia no chão é um bocadinho para o parvo, para além de que as possibilidades de isso acontecer são mesmo muito pequeninas.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Despertadores

Vocês podem nem se dar conta mas eu, nas minhas horinhas vagas em que me ocupo a pensar em parvoíces (pelo que, consequentemente, estas horas deixam de ser horas vagas) dei por mim a reflectir sobre os despertadores. Fantástico não é? Antes disto já tinha reflectido sobre esferográficas e frigideiras, mas dessas reflexões nada se concluiu.

É que os despertadores mudaram o mundo de uma forma quase tão grandiosa como a passagem do Castelo-Branco pela Tvi (comparação parva mas que se justifica pelo estupidez de ambas as coisas). Como é que se vivia antes de terem inventado o despertador? Eu até aposto que a média de anos necessária para acabar um curso devia ser 3 vezes superior à actual, porque há festas há noite e há frequências e exames de manhã, uma conjugação de acontecimentos que sem despertador seria impensável acontecer. Para além disto, pensem comigo: uma mulher tem como horário de toma da pílula contraceptiva as 5 horas da manhã. Como não tem despertador deixa-se dormir. Acorda às 17h15. Toma a pílula. Às 20h chega o marido do estrangeiro. Pimba. Nove meses mais tarde: garoto (isto porque a mudança de horário de toma da pílula, quando superior a 12 horas, leva a que a eficácia deste método contraceptivo possa ser colocada em causa – e não, isto não é um blogue de planeamento familiar).

Digam lá que o despertador não mudou mesmo o mundo. Para mim quem o inventou merecia ser venerado e tudo!

domingo, 28 de fevereiro de 2010

A expressão "Oi"

Se há coisa que me chateia, mas que me chateia mesmo, para além dos programas da Júlia Pinheiro, são aquelas personagens que quando passam por mim na rua me dizem “oi”. E é que se fossem brazucas ainda vá, eu até era capaz de admitir aquilo e até deixar escapar um sorriso. Mas não, qual brazucas qual quê. São portugueses contagiados pela naturalização de jogadores da selecção “nacional”. Devem pensar que lá por o Liedson, o Deco e o Pepe cantarem o hino em português do Brasil (sim, porque brasileiro nem sequer existe) têm o direito de me cumprimentar com um “oi”.
E depois ainda há outra coisa, é que quando me dizem “oi” eu faço um esforço tremendo para conseguir responder com um “olá”, porque a saudação que me vem de imediato à cabeça é outra: “aca” (piada inteligente, não da minha autoria, mas relacionada com o facto de faltar uma letra a “oi” para ser o masculino da palavra que resulta do acrescentar de uma letra a “aca”).