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quinta-feira, 10 de abril de 2014

Noites de Utopia

Pouco tempo antes do dia 1 de Abril (altura em que ressuscitei o ‘Dias de Estupidez’), decidi abruptamente que ia ressuscitar o ‘Noites de Utopia’. Escrevi um texto para a reabertura e até escrevi mais umas coisitas para os primeiros dias, no entanto depois ocorreu-me ressuscitar antes esta espelunca aqui. E assim foi. Larguei as drogas e comecei a trabalhar no design disto (pelos vistos os efeitos não passaram porque isto ficou estupidamente idêntico ao opening dos simpsons!).



É que ter optado pelo ‘Noites’ tinha as suas vantagens, principalmente as seguintes três:

1º - sempre cativou mais público que o ‘Dias’ (acho que atualmente as pessoas gostam mais de um ‘romantismo fatídico’ que de um ‘humor parvo’).

2º - tinha material para atualizar o ‘Noites’ diariamente durante meses a fio (apesar de não querer usar esse material).

3º - as miúdas iam gostar mais porra (uma miúda que chegue aqui conclui logo que sou maluco e não tenho hipóteses caraças!).

Mas seja dita a verdade, também tinha as suas desvantagens, nomeadamente estas:

1º - ia ser ‘obrigado’ a deprimir frequentemente para escrever para lá (irei deprimir e escrever na mesma, mas pronto, faz de conta que não).

2º - daqui a um ano podia lá chegar, reler tudo o que tinha escrito e deixar os olhitos encher de lágrimas enquanto tentava arranjar coragem para encerrar o blogue again (ou coragem para cortar os pulsos, em simultâneo, com a mesma navalha).

3º - as miúdas iam gostar mais porra (isto só seria uma desvantagem se a quantidade de miúdas fosse tão imensamente grande que provocasse guerras por mim. Esperem. Se calhar nem assim era uma desvantagem! :o )

quarta-feira, 2 de abril de 2014

O que raio aconteceu ao avião? [atualizado]

Há muitas teorias sobre aquilo que terá acontecido ao avião da Malásia Airlines que desapareceu com 239 pessoas a bordo, no entanto existem muitas possibilidades que ainda ninguém apontou. O ‘Dias de Estupidez’, enquanto serviço público que é, decidiu que está na altura de essas possibilidades serem desvendadas.


Primeiro é preciso atentar na imagem (esta porcaria que encontrei na net. Ignorem a cena das rotas, que eles não sabem o que dizem) e perceber que a rota do avião se alterou por completo, sendo que acabou por ir em direção à Austrália em vez de ir em direção à China. Segundo, todas as minhas teorias partem do princípio que os responsáveis pelo primeiro ponto foram o piloto (a.k.a. Amílcar) ou algum passageiro (a.k.a. Antonieto) que conseguiu entrar na cabine (ou seja, pressuponho terrorismo).

Assim, vamos então à primeira de um conjunto de 3 fortes possibilidades (uma hoje, outra amanhã e outra depois de amanhã):

Possibilidade n.1.
O Antonieto acordou a meio do voo sem saber onde estava e rapidamente perguntou ao chinês ao lado para onde ia aquele avião. Sabendo que ia para a China, o Antonieto deu-se conta que devia era ter entrado no avião para a Austrália por ter ficado de ir assistir ao parto da canguru Joana. O raio do whisky da noite passada tinha-lhe lixado a vida, pensou ele. Foi então que se enervou, invadiu a cabine e obrigou o Amílcar a mudar de rota, ameaçando-o com um corta unhas dos grandes.

O avião acabaria por ficar sem combustível antes de chegar a Perth, no entanto o Antonieto conseguiu saltar do avião e ir a nado até à costa. Felizmente chegou a tempo do parto da canguru Joana, sendo que como recompensa foi dado o nome de Antonieto ao recém nascido. Ninguém soube desta história para evitar que os jornalistas perturbassem os primeiros dias do bebé Antonieto.

Possibilidade n.2.
O Amílcar era brasileiro. Tinha saído da sua terra à cerca de dois meses, pilotando um avião do Brasil para Portugal, daí para a Angola, daí para a Austrália, daí para a Malásia e seguidamente daí para a China. Estava previsto que da China iria regressar ao Brasil, onde o esperava ansiosamente a sua querida esposa, Gabriela.

E estava muito bem o Amílcar a meio do caminho para a China quando recebe uma mensagem no chat do facebook que dizia o seguinte:

Nota 1: Tanto a Gabriela como o Amílcar estavam de luto pelo trabalhador que faleceu nas obras de um estádio para o mundial.
Nota 2: o texto no chat é: «Olá Amôôôô! Como tá correndo a viagem? Não esqueça de comprar o leite de canguru para tratar a minha pele seca hein? Amo você.»
Nota 3: a imagem sai um pouco dos limites do blogue, mas coza-se! Ninguém visita isto anyway!

‘Porra’ pensou o Amílcar. Tinha-se esquecido de comprar o raio do leite na Austrália e sabia bem que se chegasse a casa sem ele ia ter sérios problemas com a Gabriela. Decidiu então que a única coisa a fazer era mudar de rota. E assim fez.

No entanto quando já não estava muito longe da Austrália, eis que o impensável acontece: no meio do oceano estava um cargueiro onde se podia ler em letras enormes: ‘Vende-se leite de canguru’. O Amílcar agradeceu a Nosso Senhor e começou a baixar de altitude, entusiasmado com a possibilidade de adquirir já ali o leite e poder voltar à sua rota inicial. Ele sabia que aquela manobra não era aconselhável mas coza-se, ia abrir ligeiramente a janela e comprar o leitinho no milk drive do cargueiro.

E tudo poderia ter corrido bem, não fosse o Antonieto ter entrado em pânico com a rápida descida do avião e ter começado a gritar descontroladamente. O Amílcar distraiu-se, enconstou demasiado no milk drive e perdeu o controlo do avião, acabando este afundado no meio do oceano. Obviamente que os homens do cargueiro assistiram a tudo, no entanto foram proibidos de contar a verdade pelos donos da empresa de leite de canguru (era má publicidade para o negócio.

Possibilidade n.3.
Oh coza-se, não me apetece inventar uma terceira possibilidade. Fica assim.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Devaneios intercalados

Há cenas que a mim não me assistem (que cliché poça... pensei que nunca ia usar destas coisas aqui!). A sorte é, obviamente, uma dessas coisas. Outra é o dinheiro. E outra é o seguro de saúde. Mas nem tudo é mau, e sempre vai havendo umas coisitas que me vão assistindo. Okay, eu não me lembro de nenhuma... mas deve haver de certeza catano!

Pumba, viram aquele vídeo para aqui enfiado sem aviso nem o caneco? É que nem houve introdução nem nada. Foi logo, pumba! E é que daqui a pouco vai aparecer outro vídeo assim, sem apelo nem agrado. É logo pumba pá! Mas antes disso tenho que aqui deixar umas palavras para o Woody Allen (seguidor assíduo do «Dias de Estupidez»): «Caro amigo, depois de ter visto o teu mais recente filme, «Midnight in Paris», concluí que tu, Woody, és o maior caneco! Para além de me teres obrigado a ficar uma hora e meia a olhar para o portátil e a pensar numa maneira de entrar para dentro do filme, conseguiste o impensável: fizeste-me gostar de Paris, ou melhor, fizeste-me gostar de alguma coisa daquele país. Por isso, e porque os teus filmes me continuam a devolver esperança quando eu mais preciso dela, um forte obrigado!». E depois desta mariquice, pumba!

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Carta de Despedida

«Há coisas que me obrigam a sorrir, coisas que me fazer crer que afinal nem tudo é mau e que, por muito que as coisas não nos corram de feição, vale a pena sobreviver. Às vezes faltam-nos essas coisas e baixamos os braços, até que um dia, inesperadamente, voltamos a sorrir e a ter a certeza que amanhã é um dia melhor e que o futuro nos reserva grandes coisas.» E depois destas coisas, há coisas do catano…

Escrevi aquilo que está entre aspas no dia 8, ou melhor, já no dia 9 (passava da meia noite). Eu sei que é triste ainda escrever estas coisas do tipo «Noites de Utopia», mas é mais forte que eu. E depois de ter escrito isto, eis que no mesmo dia (9, Domingo), surge o motivo para eu escrever esta bonita carta de despedida:

«Na memória ficarão para sempre momentos que por mais que o tempo passe nunca serão apagados, momentos que me marcaram e fizeram de mim aquilo que sou hoje. Ficarão para sempre aqueles dois pontapés que levaram a bola a atingir a janela, aquele pontapé que me levou o pé a partir o vidro da varanda e aquela vez em que corri desalmado para a minha baliza e marquei um auto-golo (que festejei efusivamente). Ficarão os não-sei-quantos toques com uma lata de Pringles, os 640 toques com a bola e a queda consequente e os toques com um porta-chaves em forma de mundo. Ficará também aquele golo de calcanhar, aquela finta num torneio e aquele passe no Verão. Para além de tudo isto, ficará aquele golo de canto directo (em que o vento me ajudou), ficará aquela tentativa de golo inesperada e aquele golo a não-sei-quantos metros em que arranhei as minhas primeiras sapatilhas Nike.
Não esquecerei também aquele ponto no voleibol que fiz depois de um remate acrobático (com o pé), nem aquela época em que para mim o badminton se jogava com os pés. Igualmente recordarei aquele corte cheio de raiva que me fez cair e rasgar a camisa no alcatrão, assim como aquele dia em que levei a bola a dar toques com a coxa até marcar um golo.
E para além de todos estes momentos, ficam muitos outros, alguns bons e alguns menos bons, mas uma coisa é certa: todos esses momentos fazem agora parte do passado.
Adeus joelho esquerdo. Foi um prazer servir a teu lado estes 21 anos.»


Post Scriptum [1]: isto é para ser meio a sério, meio a brincar... mas mais a sério que a brincar;
Post Scriptum [2]: espero que o meu joelho esquerdo ainda esteja em condições de vir à net ver isto.

sábado, 8 de outubro de 2011

Confidências de uma vida vazia

A minha vida não é lá muito interessante, nunca foi e provavelmente nunca o virá a ser. Não que seja uma autêntica seca sem piada alguma, mas pronto, digamos que não é coisa que mereça que alguém se atente nos meus dias. No entanto de vez em quando lá acontece alguma coisita em condições que me obriga a escrever um post... hoje é uma dessas ocasiões.

Aqui há uns dias uma personagem chegou ao pé de mim num estado de sobriedade inexistente e disse-me assim: «Este ano é que a sério. É para curtir à grande!». Eu, sóbrio e digno como costume, pensei de imediato duas coisas: 1º, não gosto da palavra «curtir» e 2º, «Caneco, este gajo é capaz de ter razão no que está a dizer». Depois deste acontecimento estranhamente revelador, foram várias coisas a acontecerem. Para além de ter ido ver o Glorioso a golear o Fundão (futsal) e de ter obrigado o meu debilitado joelho esquerdo a voltar ao activo no que ao futebol diz respeito, decidi promover a cerveja a minha melhor amiga. E como melhores amigos que se prezem estão sempre em contacto... pumba, passei uma semana bem acompanhado.
Mas sabem, esta coisa de estar sempre acompanhado pela mesma pessoa (cerveja) às vezes leva-nos a procurar um outro amigo, alguém que não seja aquele, e é aí que pessoas que não merecem a nossa amizade acabam por a conquistar inesperadamente. Essas pessoas chamam-se «shot's» e levam-nos por maus caminhos, que invariavelmente acabamos por esquecer (ou então não).

Felizmente esses shot's nem sempre nos aparecem na vida, mas quando aparecem pimba, é o catano armado (não devia ser catano, mas esgotei o meu stock de asneiras para esta semana). O que vale é como eu há muitos mais, especificamente na Adelaide University (Austrália), onde pesquisadores estão a desenvolver um comprimido que corta o efeito do álcool, fazendo com que alguém bebedolas fique sério em apenas alguns minutos. Para já só os ratos é que experimentaram este medicamente milagroso, mas os testes foram um sucesso e em breve começaram os testes em humanos. Se tudo correr bem os shot's vão deixar de destruir vidas!


E depois de tantas palavras cujo interesse é nulo, tenho a revelar que ontem, dia 7 de Outubro, disse a piada mais engraçada da minha existência, o que me deixa tão orgulhoso que tenho que vir para aqui armar-me em artista. Tenho também a revelar que este post até aqui não vale mais que um pacote de batatas do Lidl que esteve 9 dias aberto num parapeito de uma janela, mas só pela música seguinte passa automaticamente a ser um bom post.



Estes são os britânicos Mumford & Sons, uma banda de folk que lançou em 2009 o seu primeiro álbum. Esse álbum, chamado «Sigh No More», só agora é que me chegou às mãos, mas meus amigos, é do catano!

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Viva o arquipélago

Começo este texto com uma bonita frase: «Se fosse para fazer tudo no papel, nem eram preciso governos.» Devem-se ‘tar a perguntar o que raio significa isto, portanto eu vou passar a explicar: há 17 anos atrás, algures em 1994, um homenzito disse esta frase referindo-se ao endividamento oculto. E o que é endividamento oculto? Pois bem, vamos fazer de conta que a empresa do Ti Manel Acácio contrai uma dívida de 1000 euros no ano 2010, só que como não lhe dá muito jeito dar conta dessa dívida no relatório de contas desse ano, ele pimba, guarda a dívida numa gaveta. Uns anos mais tarde, o Banco de Portugal e o INE vão dar volta às gavetas e encontram-lhe a dívida, e pumba, o Ti Manel Acácio ‘tá lixado.
Agora é só adaptar o exemplo do Ti Manel Acácio a outro mais actual, ignorar aquela parte de ele «tar lixado», e somar aos 1000 euros mais uns milhõezitos. Mas obviamente que nem tudo é assim tão simples, e o coitado do Ti Manel Acácio nem teve intenção de deixar a dívida a apodrecer na gaveta e nem podia ‘tar a parar as obras (mesmo não tendo dinheiro para as pagar). Ah e para além disso o Ti Manel Acácio é um homem de raciocínio inteligente, portanto: se Portugal perdoou dívidas às antigas colónias depois do 25 de Abril, também tem que perdoar dívidas agora. Lógico não é?
Concluindo: escrevi como o catano sobre um gajo sem sequer escrever o nome dele, e esse gajo, mesmo depois de ter feito o que o Ti Manel Acácio fez, vai voltar a ganhar umas eleiçõezitas de brincar. E pronto, venham de lá esses impostos…

domingo, 18 de setembro de 2011

Estrelas

Aqui há uns tempos, mais propriamente durante aquele mês em que vi uns 500.000 filmes, estava eu muito atento a ver aqueles bichos que parecem estar sempre a rir-se – hienas – a correr atrás daqueles outros bichos que estão sempre a perder jogos – leões – quando o Rei destes últimos se vira para o seu filho Simba e lhe conta uma história segundo a qual as estrelas são reis antigos que olham atentamente para os actuais. Eu na altura torci o nariz e pensei que aquilo era daquelas historietas que os pais costumam contar aos filhos, mas depois de quase dois meses de profunda reflexão cheguei a uma conclusão: ou aquilo era mesmo daquelas historietas que os pais costumam contar aos filhos ou então todos os antigos reis são uma grande cambada de pervertidos! É que se as estrelas só se vêm durante a noite, parte-se do princípio que esses tais reis antigos (que são as estrelas) só vejam durante a noite, ou seja, a única coisa que eles observam são os reis actuais a dormir ou a fazer coisas menos dignas, caso os lençóis não as encubram.

Post Scriptum: a única razão para eu ter escrito este texto foi aquela piada inicial dos leões… mais nada. :)

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Um livro, uma árvore e uma filha

Lembro-me como se fosse hoje de ouvir, pela primeira vez na minha vida, aquela história que para um homem ser mesmo um homem tem que fazer três coisas: escrever um livro, ter um filho e plantar uma árvore. Na altura pensei: «Hum, isto de ser homem nem é uma coisa assim tão difícil.», principalmente porque naquele tempo (tinha eu uns 16 ou 17 anos) já tinha a árvore plantada e o livro escrito. Aliás, árvores terei plantado até mais que uma, graças aquela coisa do Dia da Floresta em que a miudagem ia toda para a serra plantar pinheiros. Quanto ao livro, e partindo do princípio que quem inventou esta coisa dos 3 requisitos para ser homem não se estava a referir a livros publicados, algures pelos meus 13 ou 14 anos andava com a mania que era artista, então decidi escrever um livro infantil com desenhos e tudo. Apesar de não fazer ideia onde raio anda o livro, lembro-me que a história era qualquer coisa como um príncipe a salvar uma princesa, ou seja, era algo de imensamente original.
Concluindo, para ser um verdadeiro homem falta-me ter um filho, ou melhor, uma filha, coisa pela qual estou disposto a esperar, mantendo assim a minha juventude e despreocupação, embora que, se dependesse da minha vontade, este requisito seria substituído por algo que um rapaz conseguisse fazer sozinho, como por exemplo: pagar a conta da luz ou dar um violento pontapé a um vidro e ficar com um pouco desse vidro enterrado no dedo grande do pé esquerdo. É que isso sim, é realmente de homem!

domingo, 21 de agosto de 2011

Férias de Verão

Depois de mais de 10 dias em que o «Dias de Estupidez» esteve hibernado, eis que chega finalmente um post (mesmo que seja um post totalmente parvo e sem qualquer interesse). E como estamos no Verão, nada melhor que ser um post dedicado às minhas benditas «férias».
Antes de mais, convém referir que concretizei mais dois itens da minha bucket list: fui ao Estádio da Luz ver o Glorioso Benfica ganhar ao poderoso Arsenal e arranjei um empregozito para me entreter (emprego esse que me obriga a dormir umas 4 horas por dia, de segunda a sexta). Mas as minhas ricas férias não se resumem a tão pouco, ou melhor, não se resumem a estas duas coisas positivas. Depois de ter andado coxo na Covilhã, voltei a dizer «adeus» ao meu joelho esquerdo… e desta vez o «adeus» pareceu-me ainda mais doloroso, levando-me a crer cada vez mais que aquele diagnóstico do quisto de Baker não foi muito bem feito e que isto é uma coisita mais a sério… vamos lá ver.
Por fim, achei por bem abrir a minha conta bancária a donativos, não vá alguém querer apoiar a minha dura recuperação e não saber como o pode fazer. No entanto, face ao meu estado físico debilitado, não me foi possível procurar o meu NIB, pelo que se alguém quiser transferir uns trocos aqui para o Danielzinho vai ter que dar uma voltinha pelo blogue, já que o NIB ‘tá para aqui algures.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Compras

Há coisas nesta vida que não me agradam. Que coisas? Por exemplo o barulho que os saltos altos fazem; e o telejornal da TVI; e os BlackEyedPeas; entre mais uma infinidade de porcarias. Agora lembrei-me de mais uma dessas coisas: fazer compras. É verdade, ao contrário de 99% das mulheres eu não gosto de fazer compras (eu sei que me devia comparar com o universo masculino, mas assim nota-se mais a diferença). E são várias as razões que me levam a isso, mas a principal é esta: raramente encontro alguma coisa que me agrade. E eu nem sou muuuuuuiiiiiitoooo exigente com a roupa (com as sapatilhas sou). O mal é que não gosto de calças verdes, nem amarelas, nem vermelhas, e também não gosto de calças cuja braguilha chega aos joelhos, e também não gosto de calças agarradinhas e também não gosto de calças com elásticos e purpurinas em tudo o que é sítio. E quanto a camisolas, não gosto de estampagens com bonecada parva, nem com publicidade à Pull&Bear, nem com brilhantes, nem com botões (que não servem para absolutamente nada). Infelizmente tudo isto que eu não gosto é aquilo que as lojas vendem (e vendem bem, caso contrário não produziam aquilo) o que me leva a desperdiçar manhãs/tardes inteiras para comprar uma simples camisolita.
É que eu ainda sou do tempo em que as lojas vendiam roupa de rapaz para rapaz… ai, bons tempos esses.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Fim das «férias»

No outro dia estava eu muito bem a meio de mais um processo altamente criativo (têm sido muitos neste Verão) quando me lembrei do «Dias de Estupidez». E perguntei-me assim: «Eh pá, porque é que eu dei férias àquilo?». E logo a seguir respondi-me assim: «Aaaah já sei, foi à espera que alguém me pedisse para voltar.». Pois bem, visto que houve um bendito anónimo que pediu o meu regresso, eis que decidi acabar com as férias desta espécie de blogue mais cedo e pumba, cá estou eu.
E já que aqui estou, aproveito para falar sobre férias. Segundo consta no mini dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora, editado em 2001, e adquirido ilegalmente por mim numa biblioteca que não vou nomear (tenho medo de represálias) o significado de férias é o seguinte: «período de descanso concedido pelas entidades patronais, todos os anos, aos seus empregados». Ora bem, eu não vejo a mui nobre Universidade da Beira Interior como minha entidade patronal, pelo que isto já perde um pouco de sentido. E para além disso, «período de descanso…»? Isto pressupõe que haja um «período de cansaço», coisa que na minha vida é inexistente.
Obviamente que depois desta enorme reflexão concluí que sou daquelas pessoas que se pode queixar que nem sequer tem férias, só que ao contrário da grande maioria de pessoas que faz isso, no meu caso é mesmo verdade… Poça!

Post Scriptum [1]: é triste ter ido consultar um dicionário, mas perante a ausência de internet a wikipédia não era opção.
Post Scriptum [2]: ainda não foi desta em que tive internet tempo suficiente para responder a todos os comentários.

domingo, 10 de julho de 2011

Revelação

Eu sou um rapaz estranho. Não digo isto com orgulho (quer dizer, talvez diga), mas a verdade é quando penso em mim mesmo só me consigo achar como alguém um bocado «atrasado». Hoje vou-vos revelar uma das coisas que contribui para eu ter esta imagem de mim próprio.
Se seguem o «Dias de Estupidez» já terão percebido que tenho alguns ódios de estimação. O verniz para as unhas, o tabaco, o novo acordo ortográfico, a TVI e a kizomba são apenas alguns exemplos, sendo que o meu maior «ódio» está directamente relacionado com tudo isto. Pois bem, chegou a hora da revelação: eu não gosto de pessoas. Não gosto mesmo, no geral. E quanto mais cresço (não se nota mas mentalmente tenho vindo a evoluir) mais tenho a certeza que isto é verdade, embora não encontre uma justificação única e totalmente explicativa.
Obviamente que não «odeio» a humanidade. É um sentimento mais complexo, uma coisa que mesmo sendo estupidamente parva para mim faz sentido. E eu até me divirto a olhar para as pessoas, a vê-las no seu dia-a-dia e a tentar perceber o que estão a pensar. O que me mete mesmo impressão é estar ali, a olhar para elas, no mesmo sítio ou próximo delas. E depois há aqueles momentos em que nestas «observações» se vê tanta coisa mal que é impossível ficar indiferente.
Bem, depois de ler esta última parte quase que me sinto tentado a julgar que tenho mesmo problemas... Mas vá, vou ignorar esta tentação e vou fazer de conta que sou normal.

sábado, 9 de julho de 2011

Filmes românticos [parte II]

Depois de ter aqui revelado toda a minha revolta para com os filmes românticos, eis que aparece um estudo para me dar razão (vá, não me dá bem razão, mas quase).

Investigadores da Universidade de Heriot-Watt (UK) concluíram que ver filmes românticos deixa as pessoas com expectativas irreais e até algo perigosas quanto a relacionamentos na vida real.
Para chegarem a esta conclusão os investigadores analisaram 40 filmes românticos, tais como »You've Got Mail» e «While You Were Sleeping», isolando elementos potencialmente perigosos das histórias.
Depois disto, cerca de 100 voluntários assistiram ao filme «Serendipity» enquanto que outros 100 voluntários assistiram a um drama de David Lynch (suponho que tenha sido o «Mulholland Dr.». No final foi feito um questionário cujos resultados revelaram que aqueles que tinham visto o filme romântico (os primeiros 100) demonstraram convicções muito fortes sobre os conceitos românticos (conceitos como encontrar alguém, apaixonar-se e viver feliz para sempre), ao contrário dos outros 100, que demonstraram convicções mais realistas.

Concluindo, 'tá bem que os filmes românticos são muito bonitos, mas que vão todos para o catano! (oh, não vão nada...).

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Caduca versus Persistente

Como naturalista que sou hoje deu-me para pensar nas árvores. Umas são de folha caduca, outras são de folha persistente. Ora, isto parece uma coisa simples não é? Tão simples que parece que não há mais nada a dizer sobre isto. Mas eu, como naturalista (parvo) que sou decidi ir mais além. Já repararam que esta distinção se pode adaptar a tudo o que existe nas nossas vidas? Não acreditam? Então reparem:

- Os governos, as equipas técnicas, as direcções das empresas e até aquelas criaturas lá do Vaticano se fossem árvores seriam consideradas de folha caduca, porque saem uns, entram outros, e siga;
- O FC Porto (com o Sr. Jorge Nuno), a Coreia do Norte (com a famílin Kim qualquer coisa), Fornos de Algodres (com o presidente Miranda) e o Michael Jackson (que mesmo morto rende que é uma coisa parva) se fossem árvores seriam de folha persistente, porque por mais que uma pessoa tente começar um novo ciclo e acabar de vez com o antigo nunca se consegue.

Nota: este post 'tá extremamente parvo, mas já tinha escrito isto há anos e tinha que lhe dar utilidade.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Sonhos: uma perspectiva secante

Aqui há uns tempos disse que havia de escrever sobre sonhos e ontem, lá pelas 5 horas da manhã, lembrei-me disso e decidi despachar o assunto. Portanto aqui está uma reflexão altamente escrita a horas indecentes:

Eu sempre achei os sonhos uma das melhores coisas da vida. E não, não 'tou a falar daqueles sonhos em que 'tamos num lugar e passados 2 segundos 'tamos noutro e em que ficamos sem perceber nada do que se passou. Refiro-me especialmente àqueles sonhos que temos quando estamos acordados sabem? Em que imaginamos as coisas como queremos e em que voltamos atrás e tornamos a imaginar. E se há coisa que eu gosto nesses sonhos é que mesmo que sonhemos com a coisa mais impossível do mundo, acabamos a sorrir e a acreditar, nem que seja por momentos. Haverá melhor coisa que isso? Claro que sim: quando tudo aquilo com que passámos horas a sonhar está ali, a um passo de se concretizar, a um passo de se tornar realidade.
Mas «nem tudo são rosas» (se fossem, isto não tinha piada nenhuma), e a avassaladora maioria desses nossos sonhos não passam disso mesmo. Eu, por exemplo, sou daquelas pessoas que passa mais tempo a «sonhar» que a viver a realidade. Seja a andar na rua, seja a fazer um exame, seja a ver televisão... pumba, lá 'tá o Daniel a vaguear pelo mundo da fantasia. E mesmo assim realizações... nem vê-las.
Voltando atrás, agora que penso, ter aquilo com que passámos horas a sonhar a um passo de se tornar real nem sempre é melhor que esses tais sonhos. Não o é quando perante essa oportunidade única e que tanto se desejou não somos capazes de o fazer. E pior ainda, não o é quando estamos perante essa oportunidade e nem sequer nos damos conta.
Mas sabem o que é mais fantástico nos sonhos? É que mesmo quando nos queremos convencer que já não há fundamento nenhum em ter aquele sonho, quando queremos deixar de sonhar com «isto» e passar a sonhar com «aquilo», acabamos por continuar a sonhar com a mesma coisa e acabamos por a desejar ainda mais, mesmo que julguemos que não vale a pena. É aqui que tudo se baralha e em que a «racionalidade» da vida real (a que nos diz para sonhar com outra coisa) é confrontada com a «racionalidade» dos sonhos (que insiste em fazer-nos acreditar no mesmo sonho). Qual é que será a «racionalidade» certa?

Bem, para ter escrito isto (acabei de escrever às 5h20), mais valia ter 'tado a dormir. Mas vá, faz de conta que neste post só contam as notas que se seguem:

Nota 1: agora que estou oficialmente de férias terei contacto menos regular com o mundo cibernético. Apesar disso as postagens do «Dias de Estupidez» tão asseguradas (benditas postagens automáticas);
Nota 2: por falar em férias, vou aguardar o balanço do ano académico para daqui a uma semanita ou duas, visto que me falta saber uma nota;
Nota 3: o «Dias de Estupidez» ultrapassou os 25 «likes» no Facebook, e agora eu queria mesmo era os 50. Se alguém quiser dizer aos amigos dos primos dos colegas para gostar da página, esteja à vontade. :)
Nota 4: carreguei num botão sem querer e isto ficou dentro de um rectângulozinho. Bem giro hein? 

quarta-feira, 29 de junho de 2011

«Dias de Estupidez» no Facebook

É verdade, depois de uma sondagem em que me foi indirectamente prometido que teria milhares de seguidores caso criasse uma página no Facebook, eu decidi arriscar (ou melhor, decidi provar que as 15 pessoas que votaram na «opção A» estão enganadas). Para além disso, ao fazer isto estou-me a auto-considerar um «menino», visto que isso do Facebook «é para meninos». E já agora, para dizer a verdade, quando chegar aos 25 «likes» já fico feliz. :)
Se queres contribuir para esta causa, basta clicares em «gosto» aqui à direita ou então ires aqui. Também podes fazer uma transferência para este NIB: 0035 0354 0002 9370 7003 8 (por favor alguém me transfira dinheiro, nem que seja um mísero euro, para eu me calar de vez com isto do NIB!).
E no mesmo dia em que o «Dias de Estupidez» marca a sua entrada no universo das redes sociais, marcam-se também os 1000 e muitos anos do falecimento de São Pedro (faleceu a 29 de Junho de 67, sim 67!). Para além disso há quem faça anos, mas isso são contas de outro rosário (sempre quis escrever isto no blogue! «Contas de outro rosário»? Liiiiindoooo!). Ah quase me esquecia, também vos quero deixar o novo anúncio da Pepsi:

sábado, 25 de junho de 2011

Um post «em condições»

No dia em que se marcam os 2 anos da morte de Michael Jackson, decidi concentrar-me e escrever (finalmente) um post em condições. E não, não é para homenagear o «Rei da Pop», é apenas porque me apetece.

Para começar, depois de ouvir o concerto dos Foo Fighters no Pinkpop Festival (um festival de rock que se realiza na Holanda e que é considerado o festival anual mais antigo do mundo) passou-me uma ideia repentina pela cabeça de me armar em herói e ir à toa para o Optimus Alive, completamente abandonado. No entanto essa ideia acabou por se desvanecer e ser substituída por outra: ficar em casa a deprimir a ver o DVD dos Foo Fighters nesse dia. Boa decisão hein?

Oh e com isto dos Foo Fighters afinal não me apetece concentrar para escrever um post em condições. Ainda não é desta. Em vez disso deixo-vos uns vídeozitos que encontrei agora à pressa para cá pôr:





Nota 1: completei mais um item da minha Bucket List;
Nota 2: esqueci-me da «Imagem Deprimente» no dia 23, mas amanhã cá estará.
Nota 3: é caso para dizer que este post está «em condições» de ser insultado.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

A revolta

Hoje estou revoltado, e eu nem sou rapaz para me revoltar facilmente. A verdade é que quando acordei a minha média era 3 décimas superior àquela que tenho agora, o que me leva a concluir que há professores que pensam que as notas que dão são mesmo notas de verdade, daquelas com que se compram cursos, e portanto dão sempre o mínimo que é para não deixarem de ser ricos e abastados. Mas vá, eu até prefiro que me fiquem a dever do que ser eu a estar em dívida.
Mudando de assunto, há outras coisas que me revoltam, como por exemplo o facto da Ryanar estar até amanhã a vender bilhetes promocionais, dando imenso destaque aos voos a €9,99, sendo que quando uma pessoa vai ver os destinos dos voos a esse preço percebe que a esse dinheiro consegue ir do Porto para... Faro. Mesmo assim é de realçar que dá para ir do Porto para Milão e de Milão para o Porto por míseros €95,97, o que me leva a concluir que só me falta a companhia... e o dinheiro.

E como isto só com texto não tem piada nenhuma (nem com o vídeo mas pronto), aqui fica um extra:

Post Scriptum: não haja dúvida que o post de ontem está extremamente bem escrito.

sábado, 11 de junho de 2011

Verão

Depois de me ter dedicado por mais que 2 minutos a uma reflexão profunda sobre o que fazer no Verão (não, eu não sou daqueles jovens que gosta do Verão por estar sem fazer um charuto durante uns meses) dei por mim a ponderar ir numa missão de voluntariado. Primeiro pensei numa coisa europeia (há programas promovidos pela UE em que eles suportam custos de transporte e estadia) mas depois de ver as possibilidades percebi que devia ter pensado nisso há uns meses atrás para conseguir ser aceite algures pelo Verão. Depois deu-me para pensar em ser útil (finalmente), indo para algum lado em que pudesse ajudar pessoas, no entanto acabei por «desistir» da ideia por falta de programas que me levem para lá (o «desistir» ainda não é definitivo que ainda ando a tentar descobrir alguém que me promova a viagem).
E depois destas duas hipóteses, virei-me para a possibilidade de arranjar um empregozito de Verão, só que não me apetece nada uma coisa dessas e para além disso não ‘tou a ver nada que me ocupe o tempo e em que eu me mantenha feliz (acima de tudo quero manter-me razoavelmente estável psicologicamente).
Quanto à razão para andar para aqui a contar a minha vida, é simples: sendo eu um bom rapaz, já com experiência no mercado de trabalho e com características polivalentes, ninguém sabe de nada para me ocupar durante as férias? Vá lá, por favorzinho…

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Euromilhões III

Lembram-se deste post? Pois bem, na última 5ª feira fui jantar ao restaurante e já depois de ter jantado olhei para os boletins do euromilhões (o restaurante tinha terminal de jogos) e pensei: «Olha que fixe. Vou aproveitar e jogo já no Euromilhões que como nunca joguei aqui até vai dar sorte.». Depois deste pensamento veio-me outro: «Oh vou agora ‘tar a incomodar o homem com isto… Mais vale não jogar que também não ia ganhar nada.».
Conclusão: se tivesse jogado teria acertado um número e duas estrelas, o que corresponderia ao 10º prémio que equivaleu a 8 euros e pouco, ou seja, deduzindo os 2 euros que gastava perdi mais de 6 euros. Isto depois de ter jogado umas 20 vezes a mesma chave e nunca me ter saído nada! Obrigadinho Daniel, pela preocupação com o senhor!

Post Scriptum: se fiquei assim revoltado por ter «perdido» 6 euros imaginem lá se calha a sair a minha chave toda, sem eu jogar. Aí é que era o catano, era era.