domingo, 22 de maio de 2011

Consequências do (não) Fim do Mundo

O mundo não acabou. No entanto esta coisa do «Fim do Mundo» fez-me reflectir sobre a minha existência, o que, mais uma vez, acabou por se revelar altamente depressivo. Tão depressivo que acabei por adiar o «Ghost» para hoje, sendo que a visualização de tal filme provavelmente me vai fazer ficar ainda mais deprimido, ponderar um cortar de pulsos e ainda escrever coisas que não devia escrever.
Dei por mim a reflectir no meu objectivo de vida (para além daquele do ser reformado e ser preso por chamar o INEM para comprar cerveja). Segundo Maslow, o que eu deveria querer era aquela coisa da «auto-realização». Pois bem, embora eu ache que o Maslow era um homenzinho extremamente inteligente (para conseguir resumir numa pirâmide todas as necessidades humanas), acabei por concluir que eu sou mais fã do Wilde que diz: «Life is far too important a thing ever to talk seriously about.» (sinceramente só me lembrei desta do Wilde porque hoje comprei um livro dele por 1 euro), ou seja, nem sei se tenho mesmo um objectivo de vida. Obviamente que quero ser feliz, mas essa coisa da felicidade nem devia ser um objectivo, devia ser uma consequência de viver (para viver triste mais vale... pumba).
Houve um momento na minha vida (coisa de 10 segundos) em que achei saber qual era o meu verdadeiro objectivo, mas passados os 10 segundos passou-me (como ainda estou invejoso nisto dos pensamentos, não vou partilhar a história desses 10 segundos, apesar de ter que dizer que são uns 10 segundos altamente marcantes e que me enchem de orgulho). Já neste momento, acho que o meu objectivo de vida deve ser acabar com os visitantes do «Dias de Estupidez», porque quem ler este texto até ao fim provavelmente vai ponderar nunca mais cá voltar. Hum, espero que voltem. Poça, já 'tou arrependido de escrever isto. Mais valia ter acabado o mundo ontem.

sábado, 21 de maio de 2011

Fim do Mundo [é hoje]

No mesmo dia em que a BP baixa o preço da gasolina e em que acaba o mundo (recordar aqui) eu estou revoltado. E nem é pelo facto da BP ter escolhido o dia do Fim do Mundo para finalmente baixar o preço da gasolina, nem pelo facto de ter perdido o debate entre o Sócrates e o outro, e muito menos por começar um fim de semana em que vou ter que estudar. Estou revoltado porque a CBS cancelou a série «Mad Love» ao fim de apenas 13 episódios! Mas pronto, isso não interessa a ninguém, e como hoje deverá ser o último post do «Dias de Estupidez» (se realmente acabar o mundo), mais vale escrever qualquer coisa em ordem.

Antes demais, e como hoje é dia de recordar todos os nossos anos de vida (que acabará hoje), aconselho-vos a visita a este website. Eu vou hoje ver o Ghost graças a ele (ao site), aproveitando a oportunidade para testar a minha resistência a filmes românticos.

E como é Fim do Mundo, nada melhor que vos deixar uma boa notícia: existe uma cidade no mundo em que apenas morrerá uma pessoa. Chama-se Elsie Eiler, tem 77 anos, e vai acompanhar o Fim do Mundo a partir de Monowi, uma cidade no interior do Nebraska (EUA)... sozinha, visto que é a única habitante daquela cidade. Mas se pensam que aquilo é uma cidade-fantasma, enganam-se. Elsie não deixa Monowi morrer e para além de possuir um restaurante (em que serve meia dúzia de refeições por dia a viajantes) ela própria constitui a maior atracção da cidade, uma vez que muitos são os turistas que vão lá para conhecer a única habitante da cidade (vocês se não quiserem lá ir podem conhecer melhor Monowi através disto).


E eis chegado o fim deste post. Não me despeço porque não gosto de despedidas (e porque acredito que o «Dias de Estupidez» ainda vai viver uns bons meses), mas caso a Terra comece a tremer e este mundo vá desta para pior/melhor agradeço-vos o tempo que perderam a ler este post tão estupidamente longo.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

A verdadeira assistência a idosos

No outro dia vi uma notícia que me fez pensar no meu futuro. E não, não era sobre desemprego.

A verdade é que «conheci» o Raymond Roberge e senti que aquele homem de 65 anos posso ser eu daqui a uns 40 anos. Porquê? Ora bem, Raymond vive em Bridgeport, a maior cidade do bonito Estado de Connecticut, onde nasceu John Mayer. Como se isto não bastasse, acabei por concluir que ele vive sozinho e abandonado e que mesmo assim tem um sentido de humor imenso (ou então é completamente avariado da cabeça).



Raymond foi preso. Porquê? Apetecia-lhe uma cerveja, só que não havia uma única cerveja no frigorífico e o supermercado era longe. Portanto fez aquilo que qualquer pessoa faria: ligou para o 911 (equivalente ao 112) e pediu assistência. Quando os paramédicos chegaram Raymond levantou-se, abriu-lhes a porta e entregou-lhes dinheiro para lhe irem comprar cerveja... só que os paramédicos não gostaram da brincadeira e avisaram as autoridades, que só o soltaram depois de ele ter pago cerca de 430 euros.
Ah, e esta não foi a primeira vez que o Raymond foi engraçado. Só neste ano contam-se já 79 chamadas do americano para o 911, e nunca por causa de uma urgência a sério.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Uma proposta original

Como que para provar que o «Dias de Estupidez» não só é um blogue com títulos de posts parvos, como também é um blogue de sonhos e desejos, hoje deixo-vos um vídeo bem bonito.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

A racionalidade na infância

O «Dias de Estupidez» é um blogue de sonhos, de desejos e de atrasos constantes nos posts (razão pela qual este post chega 19 horas depois da meia noite). Mas como é mais de sonhos e desejos que de atrasos, hoje o post é dedicado a este imenso propósito: satisfazer um desejo. Pois bem, pediram-me para pôr aqui dois vídeos dos Contemporâneos (este e o outro), mas como eu nem gostava dos Contemporâneos e aqueles vídeos são de antes de Cristo, decidi que vou satisfazer apenas a parte do «quero um post no Dias de Estupidez!». No seguimento disto, cá fica um vídeo de uma rapariguinha que é sucesso no Youtube e que nunca ninguém viu:


(não vou dizer o nome de quem pediu este extremamente justificável e normal desejo, mas foi uma Tânia!)

terça-feira, 17 de maio de 2011

Feiras itinerantes

Depois de ter passado umas férias (as da Páscoa) em que tudo parecia incentivar ao crescimento do meu «american dream» deu-me para escrever sobre feiras itinerantes, mesmo que a bem dizer nem sequer saiba grande coisa sobre o assunto.
Sabem aquelas rodas gigantes, montanhas russas, «baloiços», carrinhos de choque e «grutas do medo»? Embora tenha já experimentado algumas dessas coisas na vida (carrinhos de choque e uma espécie de baloiços que tentam enjoar uma pessoa) tenho o sonho de um dia ir a uma daquelas feiras em que há tudo isso e ainda algodão doce, cachorros quentes e um monte de barracas com jogos de azar que são impossíveis de ganhar. E apesar de na minha infância ter estado não muito longe do «Europa Park» (uma coisa idêntica mas que não é itinerante), tenho a certeza que a realização desse sonho só pode ser feita nos EUA.
E se pensam que eu sou uma criança e só quero brincadeira, pois bem, este meu sonho nem incluí andar na montanha russa, nem entrar na «gruta do medo». Só quero mesmo andar por lá e talvez mandar uns tiros de pressão de ar a uns bonecos de peluche, mais nada… quer dizer, mais nada não… o raio do Nicholas Sparks (no livro «Juntos ao Luar») e o raio da Kristen Stewart (no filme «Adventureland») obrigaram-me a aliar outros sonhos com este… mas vá, isso guardo para mim.

Post Scriptum: se quiserem realizar o sonho a este bom e pobre rapaz podem depositar dinheiro no NIB 0035 0354 0002 9370 7003 8.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Música e Dança

Para variar um bocadinho (uuuuuuuuuuh variar? Será que o «Dias de Estupidez» vai dar dinheiro?) hoje o post é altamente musical (variar? Isto é o «pão nosso de cada dia»).

Primeiro deixo-vos mais uma descoberta do «Got Talent», desta vez australiano. O rapaz chama-se Chooka Parker e não está aqui apenas por ter um nome que eu gostava de ter (mas também). Chooka tem 16 anos e vive numa pequena aldeia da Austrália, sendo que um dia o pai lhe comprou um piano e ele, sozinho, aprendeu a tocar. Nesta audição ele chegou lá e pumba, inventou.



E como eu sou um rapaz preocupado com os leitores do «Dias de Estupidez» o segundo vídeo mais não é que uma aula de dança completamente gratuita e que vos garante o sucesso, seja numa discoteca seja no tasco do Ti Manel.


[para aqueles que estão a pensar se eu fui capaz de completar a aula minimamente bem, ficam a saber que continuo na onda de «Forrest Gump» pelo que ainda não a fiz (mas tenciono fazer)]


Na coluna à direita está disponível a primeira sondagem do «Dias de Estupidez» (e também a primeira que não é promovida pelo Público ou pela TVI), sendo que como não se trata das legislativas agradecia que dessem a vossa opinião. Obrigado.

domingo, 15 de maio de 2011

Fim do Mundo

Um americano gastou cerca de 100 mil euros a espalhar anúncios por toda a cidade de Nova York que publicitam o fim do mundo, que segundo o americano, Robert Fitzpatrick, vai acontecer já no dia 21.

Convencido disto por um grupo cristão evangélico chamado «Family Radio» (poça, é que até o nome do grupo é sinónimo de credibilidade), Robert tem a sua inspiração no pastor Harold Camping, segundo o qual no dia 21 de Maio se marcam exactamente os 7000 anos daquela cena em que o Noé arranjou animais para meter numa arca. Baseado na bíblia, Camping previu que acontecerá um terramoto global, o maior de todos os tempos, já no próximo sábado (pelo menos podia calhar num dia de semana). Se quiserem saber mais sobre esta previsão altamente credível e a que todos devemos prestar atenção, podem visitar o site do grupo (que até tem uma versão portuguesa) aqui.

Nota 1: de realçar que os 100 mil euros eram as poupanças que o Robert tinha feito durante toda a vida;
Nota 2: não sei porquê mas já existia uma etiqueta chamada «Fim do mundo». Estranho.

sábado, 14 de maio de 2011

O fenómeno «tempo»

Como estou bem disposto e como tenho andado a dizer que não me apetece escrever coisas parvas, hoje decidi fazer um esforço e construir um post minimamente aceitável (muito minimamente).
Há coisas que não gosto. Incrível não é? Pois, mas essas coisas existem. O novo acordo ortográfico, as propinas, o Passos Coelho e as alergias são algumas dessas coisas. Mas há também coisas que gosto. O Justin Bieber, por exemplo, não é uma dessas coisas (acreditaram que eu gostava do raio do garoto?! Poça.). Os vídeos pequeninos mas altamente engraçados é que sim, isso é que eu gosto mesmo. Portanto é a eles que dedico este post (e já agora aos espanhóis que foram abalados por um terramoto há horas atrás).

A duração não é o mais importante. Quer dizer, em pilhas é. Mas nos vídeos não. E como eu sou alguém academicamente muito dotado (uuuuuuuuuuuuuh) vou-vos provar isso. Ora então vejam estes 10 segundos:



Conseguiram evitar rir? Conseguiram segurar nem que seja um leve sorriso? Não, claro que não! Agora vejam estes 17 segundos e digam lá se não ficaram esbabacados:


Ainda têm dúvidas de que o tempo não é tudo? Então vejam estes 25 segundos. Têm que admitir que para tão pouco tempo o vídeo consegue ser inacreditavelmente parvo e sem sentido:


Acho que já provei o meu ponto de vista. E como estou mesmo bem disposto, ainda vos deixo este extra:

Filosofia de vida I

Depois de ter acordado pouco passava das 6h e de me ter armado em «Forrest Gump», eis um post a um horário altamente improvável: 8 horas da manhã. E como a esta hora a minha actividade cerebral está no auge, nada melhor que escrever porcarias.

Ora bem, hoje vou-vos contar uma das minhas filosofias de vida (façam um favor a vocês mesmos e não a sigam). Sabem quando estamos deprimidos e psicologicamente devastados? Eu sempre fui da opinião que deve haver coerência entre o corpo e a mente, ou seja, se estiver abatido psicologicamente sinto-me na obrigação de fazer com que o meu corpo fique no mesmo estado. Por exemplo, no meu último período de escuridão profunda decidi seguir uma dieta etíope (i.e. passar fome) durante alguns dias. Pode parecer estúpido mas vejam lá bem: se eu estiver «mal da cabeça» e bem fisicamente só tenho uma preocupação; já se estiver mal tanto física como psicologicamente acabo por me dividir entre as duas e não me preocupo tanto. Não percebem? Basicamente é a mesma coisa que partir uma perna. Obviamente que a perna nos vai doer, mas se partirmos a outra perna a dor reparte-se e sentimos menos sofrimento por perna.

E como isto hoje quase parece um texto pseudo-terapêutico, nada melhor que vos deixar um vídeo demonstrativo da força que a motivação tem:


Post Scriptum 1: julgava que era impossível «segurar» o vómito;
Post Scriptum 2: ontem o Blogger decidiu fazer actualizações e eliminar temporariamente um post e um comentário (já recuperados), o que me obriga a pedir desculpa a toda a gente que seguiu o link do facebook e se deparou com um erro de página.