quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Acabaram-se os dias, começarão outros

Música dos dias: https://www.youtube.com/watch?v=1xt9A6tyyDs

O "Dias de Estupidez" tem sido, desde a sua existência, um reflexo da minha vida. Começou estúpido, depois teve uma missão romântica (falhada), foi depressivo, voltou a ser estúpido e ultimamente era uma espécie de diário. Meanwhile morreu umas quantas vezes. Agora é tempo de ser estúpido novamente, mas de uma maneira diferente.


Isto vai ser cada vez mais um blogue pessoal com foco especial no desemprego, nos meus projetos (não são muitos nem poucos, são bastantes), no meu dia-a-dia e essas tretas todas. Vai ter mais reflexões parvas (como tinha inicialmente) e vídeos estúpidos. Ou então vai ser um fail desgraçado e vai ficar dois meses sem atualizações. Eu sei lá.

Acima de tudo, vai ser o meu blogue. E eu até gosto muito de ti aí desse lado, e por vezes escrevi por aqui coisas especialmente para ti (sim, para ti!) esperando obter algum feedback, algo que me provasse que estavas aí a ler-me. No entanto esta é a última vez que o faço (pelo menos conscientemente). Anyway, gosto muito de ti que me estás a ler e é importante para mim que me continuas a ler, mesmo que eu não saiba que o fazes.

E para acabar, sou um ótimo rapaz. Aliás, sou a melhor pessoa que conheço (e também a única que conheço realmente, diga-se). E estou à procura de emprego que irei encontrar nos próximos tempos, seja num mês seja em seis. Porque eu mereço pá. E aquela coisa do "quem espera sempre alcança", ocorreu-me agora, é das maiores tretas de sempre. Esperar é para conformados. Seja como for, este bocadinho fui eu a escrever para mim mesmo. Para ti tenho um vídeo. Toma.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Dias 150, 151, 152, 153, 154, 155 e 156 @arad @budapest @lisboa @freixo

Música dos dias: https://www.youtube.com/watch?v=e7bxXjQL3cY

Depois de 156 dias, os dias acabaram, e com eles acabou esta coisa do 'diário' nesta espécie de blogue. É portanto tempo para fazer o balanço final do que foram os 5 meses que terminaram no passado dia 6.


Ir para a Roménia num voluntariado foi provavelmente a decisão mais repentina e 'não-pensada' da minha vida e só aconteceu porque eu estava de tal forma no limite que tinha de fazer algo. Em Maio, quando as coisas já me estavam a correr mal e sem previsões de melhorarem, tinha-me candidatado a um voluntariado (também na Roménia) e tinha sido escolhido. Acabei por desistir, muito por cobardia. Passado uns meses, quando me candidatei para Arad no último dia de Agosto, mal sabia eu que 6 dias depois estaria na Roménia. Mais uma vez comprovei a teoria de que 'tudo acontece por alguma razão'.

Muita gente disse-me para não ir, que estava 'doido' em ir para um país como a Roménia e que nem para lá ia ganhar dinheiro. Ouvi toda a gente e percebi o porquê das suas opiniões... e felizmente mantive a minha decisão, que foi apenas minha, até ao fim.

Ter tido a coragem de ir para a Roménia, sem saber sequer o que me esperava, foi de longe a melhor decisão da minha vida. Foram 5 meses que passaram a correr e em que cresci imenso, como nunca julguei ser possível crescer. Esta experiência mudou-me e estou certo que o 'Daniel' de agora é melhor que o 'Daniel' que andava perdido em Portugal.

Ao contrário da maior parte dos voluntários, que fica triste com a despedida, eu sempre estive feliz. Conheci pessoas fantásticas que sei que vou voltar a ver algures, pessoas que me marcaram e que sei que também marquei. E não podia pedir mais que isso. Foram 5 meses perfeitos... que acabaram. Agora é tempo de fazer pela vida, ser feliz e, espero eu, festejar o Bi-Campeonato daqui a uns meses!

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Dias 140, 141, 142, 143, 144, 145, 146, 147, 148 e 149 @arad @bergamo @milano @brescia

Música dos dias (quase mês, coza-se): https://www.youtube.com/watch?v=oOPKDYuUzyw

Nove dias depois, eis que o Dias de Estupidez volta à atividade, quando falta exatamente uma semana para apanhar a avioneta que me levará de volta para a triste e deprimente pátria na qual fui criado. Como podem ver, é muito o entusiasmo (estou a brincar caraças, quero mesmo ir dar um abracinho à minha mãezinha).

Anyway, concentremo-nos nos últimos dias e no que há para contar, sendo que vou saltar a parte de Arad até à parte da Itália. Seguem-se registos fotográficos com qualidade muito duvidosa e cujas versões melhoradas se encontram disponíveis no facebook:






(5 dias em Itália e consegui assistir a dois casamentos de chineses. Oh sorte)

Quanto ao balanço da viagem a Itália, e começando pelo facto de ter pago 25 euros para ir e vir de avioneta, desde a minha cidade (Arad), foi uma ótima experiência, apesar de aquele país ser estupidamente caro. Felizmente não paguei nada para dormir (uma noite em Bergamo: couchsurfing; uma noite em Milano: amigos de uma amiga; duas noites em Brescia: casa do meu amigo).

Quanto às cidades, Milano foi estranhamente a que menos me cativou. Como me disseram alguns italianos, é uma boa cidade para viver e para sair à noite, mas não para turismo. Tem poucas atrações e até Brescia mostrou ser mais interessante. Bergamo, e mais propriamente Bergamo Alta, é também bastante bonita, fazendo lembrar Sighisoara (uma vila romena de que já para aqui falei algures).

Outra conclusão: não entendo qual é a cena do mundo com a pasta italiana. Para mim é completamente banal (pasta em si é das cenas mais banais que existe). Prefiro mil vezes a complexidade da comida japonesa, por exemplo. Ah, e a pizza é boa sim, mas nada do outro mundo (supostamente a do outro mundo é em Nápoles. Logo lá irei).

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Dias 136, 137, 138 e 139 @arad

Música dos dias: https://www.youtube.com/watch?v=koPjCqb3igw



"Todos os caminhos vão dar a Roma" no entanto grande parte deles são caros e têm que se pagar, portanto não é Roma que aguarda ansiosamente pela minha visita, mas sim Milão. Vemo-nos segunda-feira!



Meanwhile, serviço público (coza-se, 1%-2% da população? E se tirarmos os homens, qual será a percentagem? Coza-se! Redução brutal das minhas esperanças em encontrar uma destas moças).



E eis o logo de que vos falei aqui ao tempo, aquele de Illinois. Entretanto pediram-me para fazer umas alterações (que obviamente tornaram o logo pior), mas esta é a versão final que submeti na altura e aquela que para mim fazia mais sentido tendo em conta a 'marca' a representar.

E olhem, que vídeo do caraças.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Dias 134 e 135 @arad

Música dos dias: https://www.youtube.com/watch?v=EvgYMROO2aw


Pior que tomar uma decisão sem fazer ideia de qual é a opção certa, é tomar uma decisão tendo toda a noção daquilo que é o correto. A verdade é que por vezes o 'correto' é mais difícil que fazer uma má escolha. E se antes, no decorrer da minha vida, não tomei muitas vezes decisões acertadas por falta de coragem (fui tantas vezes cobarde porra), agora já nem se trata disso (deixei de ter essa coisa da falta de coragem quando aceitei vir para a Roménia).


Acabo neste momento de enviar o e-mail mais importante da minha vida, por ser um e-mail que a mudará completamente: ou ficarei a trabalhar na Roménia ou irei para Portugal, estando sujeito a lamentar-me pela oportunidade que perdi. Aquele "A sua mensagem foi enviada." tanto pode significar: "Oh burro do caraças, acabaste de lixar tudo!" ou "Boa rapaz! Fizeste a cena certa!".


Anyway, e guardando-me o futuro o que reservar (sabê-lo-ei brevemente), tudo será como tem que ser.

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Dias 131, 132 e 133 @arad


Ao contrário do último post, que foi uma palhaçada dos diabos, o post de hoje tem conteúdo caraças. E esta cena de ter conteúdos faz-me pensar na razão que me leva a escrever aqui cenas pessoais que não interessam a ninguém (é que nem um/uma stalker tenho). A resposta até é simples, qualquer dia lerei isto e será mais fácil recordar-me do que é que andei a fazer neste período da minha vida.

E novidades? Muitas. Comprei dois pares de calças, uma camisa e uma camisola bem bonita. Deverei ir a Roma daqui a duas semanas (embora ainda não esteja confirmado). E hoje de manhã tive uma entrevista por telemóvel. Vamos portanto atentar neste último ponto.


Procurar emprego faz parte dos meus planos a curto prazo. Estou a terminar um website pessoal (espécie portfólio), estou a construir um novo CV (mais gráfico) e tenho ideias criativas para pelo menos tornar a procura de emprego mais divertida (planos esses que deverão ter desenvolvimentos nos próximos tempos). E tinha tudo mais ou menos agendado: começar a enviar CV's para empresas em Portugal este mês e focar-me também na Irlanda, procurando oportunidades por lá (inclusive visitando Dublin em Março). E é então que, inesperadamente, se abrem outras portas.


Nos últimos dias surgiu uma nova hipótese nos meus arcaicos 'planos' de futuro: continuar na Roménia e ficar a viver/trabalhar cá. Ora bem, as coisas lá se foram desenvolvendo e hoje tive finalmente uma entrevista com a Responsável de Recrutamento da empresa em causa, que se mostrou muito interessada na minha contratação e que basicamente me deu 'o queijo e a faca para a mão', deixando-me dono e senhor do meu destino. Ou seja, eles já me escolheram, agora cabe-me a mim decidir se os quero escolher a eles.


No entanto, e apesar de eu ter desde o início afirmado que estaria disponível desde a 2ª semana de Março (depois da viagem a Dublin), a entrevistadora insistiu que era uma vaga que deveria ser preenchida urgentemente, i.e., teria de começar dentro de 2/3 semanas. E que, apesar de julgar ser possível a abertura de novas vagas na empresa nos meses de Março/Abril, não me o poderia garantir nem assegurar-me as mesmas condições que a oferta atual inclui.

Estas tais condições baseiam-se num contrato sem termo, com salário inicial bastante aceitável para a realidade romena (e com aumento a cada 6 meses), refeições na empresa e (possivelmente) habitação grátis. Para além disso trata-se de uma Multinacional Canadiana presente na Europa, na América do Norte, na América Central e na Ásia, que contempla fortes possibilidades de carreira. O 'contra' de tudo isto: iria ter que ficar já na Roménia, sendo que no mínimo só poderia ir a Portugal (em curtas férias) daqui a 5/6 meses (btw, eu estou-me um bocado a marimbar para Portugal, mas há lá pessoas que importam).


Conclusion: tenho até esta sexta feira para apresentar a minha decisão à Recrutadora que hoje, antes de desligar, me disse: "Bom, agora vai pensar na proposta e espero bem que venhamos a ser colegas." (em inglês, obviamente). E se por um lado tenho completa noção da oportunidade que a proposta representa e da quase 'obrigatoriedade' em aceitá-la, por outro lado não sei se é o passo certo. #BiggestDecisionEver

Post Scriptum: que post mais cheio de cenas pertinentes, desde a música dos dias até às imagens no meio do texto.

sábado, 10 de janeiro de 2015

Dia 130 @arad

Música do dia: https://www.youtube.com/watch?v=0J9z9kC6B4s

130 dias, coza-se! Continua a parecer-me que cheguei aqui há duas ou três semanas. A noção que tenho do tempo que aqui passei não faz sentido completamente nenhum.

E agora, como não me apetece nem tenho nada de interessante para escrever, pumbas, faz-se deste post um 'especial-sobre-fotos-de-animais-que-foram-apanhados-em-momentos-porreiros'.









Que bonito hein?

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Dias 128 e 129 @arad

Música dos dias: https://www.youtube.com/watch?v=K3SUPPeuRdU

Continua a contagem decrescente para o final do SVE e para o meu regresso a Portugal, e ao contrário da maioria dos voluntários que estão prestes a terminar o seu projeto, não estou triste por ver esta experiência à beira do fim. Mas percebo-os. Aqui a vida é simples, tão simples. No entanto, isto "não é a vida real", é apenas uma fase que mais cedo ou mais tarde termina e nos obriga a voltar à dura realidade. E sinceramente, quero essa dura realidade.

E não é que 9 dias depois da passagem de ano continuo a sentir-me confiante? Coza-se. Cheguei a pensar que seria uma cena de 2 ou 3 dias mas isto parece que está para durar. Melhor resolução de ano novo de sempre! E por falar em ano novo, vi um vídeo há uns meses e penso que ainda não o partilhei aqui. É agora o momento.

São 12 minutos, eu sei, mas são 12 minutos muito bem empregues. A história contada no vídeo é absolutamente arrepiante e este homem, sem-abrigo, deveria ser tomado como exemplo por muita gente.



E depois de verem isto (se alguém vir isto, que este blogue nunca teve grande adesão), mudem também vocês um bocadinho sim? É tão fácil sermos melhores!

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Dia 127 @arad

Música do dia: https://www.youtube.com/watch?v=7j_dSJRhI98 (ouçam mais umas coisitas destes moços, que isto é muito bom)

Hoje estava cá a pensar naquilo de ter ganho a espécie de concurso nos States, e ocorreu-me que esta não foi a primeira vez que o meu trabalho foi ‘reconhecido’ (esta é uma palavra demasiado forte). Algures no passado fiz o cartaz vencedor de um concurso para publicitar uma ‘Festa da Cereja’ no Ferro (Covilhã) e já depois disso, olhem aqui este vídeo:


Pois é, um cartaz que eu fiz já esteve no ‘5 para a meia-noite’ nas mãos do Pedro Fernandes. Obviamente que ninguém disse o meu nome nem o caraças, mas naquela altura estava eu a fazer um estágio curricular na Academia de Futsal Ricardinho, pelo que o cartaz foi da minha responsabilidade (btw, acabei por nem ganhar uma camisolita autografada do meu ídolo do futsal caneco!).


E meanwhile, ainda antes do final da aventura romena, já está confirmada a minha visita a um dos meus destinos de sonho: Irlanda. Decidi também que será o meu primeiro target na busca de emprego. #acarditemos

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Dias 124, 125 e 126 @basel @budapest @arad

Coza-se, este é o primeiro post da história do Dias de Estupidez que foi escrito no ar caraças, mais propriamente na avioneta que faz a ligação entre Basel e Budapeste (obviamente que postarei isto já em terra, que aqui não há wireless). Infelizmente calhei no assento do meio que é o menos espaçoso, mas até é suportável por ter no banco da frente a moça mais bonita que já vi na vida caraças. Mesmo bonita. Não sei de que raio de país é, porque as letras do passaporte eram muito esquisitas e não tive tempo de perceber. Mas não tem mal.



Esta coisa das viagens é mesmo altamente viciante (tu bem me avisaste Fábio!) e faz-nos valorizar a vida que temos. É tão bonito viver (mas não tão bonito quanto a moça que está à minha frente, porra!). Diga-se que de hoje a um mês (hoje dia 6, que é quando vou publicar isto), estou a aterrar em Lisboa e está a acabar o voluntariado que me permitiu tanta coisa. Recebi muito mas mesmo muito mais do que dei.

Agora vou fechar o Toshiba que esta cena vai aterrar não tarda muito. Depois tenho que ver se consigo chegar a tempo à estação dos comboios para apanhar o comboio para Arad (devo aterrar lá para as 13h30 e tenho o comboio às 15h10 (segundo um site meio duvidoso), mas do aeroporto até à estação tenho que apanhar um BUS, depois a linha azul do metro e depois a linha vermelha, o que dará entre os 45 e 60 minutos. Já volto.

Já aterrei caneco! Depois de ter atentado melhor na moça que vinha à minha frente na avioneta, comecei a duvidar do lugar que lhe atribuí. Digamos que entrou diretamente para o TOP 5, mas não sei em que posição (btw, ela ficou no aeródromo à espera de alguém, pelo que a conclusão mais lógica é de que é húngara).

Eu, mal entrei no BUS, fui logo abordado por uma outra rapariga que me disse qualquer coisa em turco. Lá lhe tive que dizer que não era daquele país, mas acabei por ajudá-la a perceber em que estação do metro tinha que sair para ir para a estação de autocarros (ela estava a fazer ERASMUS na Eslováquia e queria ir para lá de autocarro).

Depois cheguei a Keleti (a estação dos comboios) meia hora antes do meu para Arad, no entanto esqueci-me que aquilo é um atraso de vida do caraças: esperei 20 minutos para conseguir tirar bilhete. However cheguei a tempo ao comboio e agora cá vou eu no vagão 432. Lá para a noite chego a Arad, ainda a tempo de apanhar um tram para a residência (pouco uns 5 leus, ou seja, 1 eurito e pouco).


E pronto, mudando de assunto, já este ano li o “Nunca te distraias da vida”, de Manuel Forjaz. É um ótimo livro para nos manter com os pés bem assentes no chão e percebermos o quão ‘pequeninos’ somos. De certo modo encontrei parecenças entre o que ele era e aquilo em que eu me tornei, uma pessoa despreocupada, lógica e muito ‘zen’. É um orgulho seguir-lhe o exemplo de vida.


Ah, já confirmei e o passaporte da moça era mesmo da Hungria! Coza-se, viva Budapeste!